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Ronaldo não passa a bola e só pensa em marcar? Então o que dizer de Russell Westbrook, o base dos Oklahoma City Thunder? Westbrook tem sido o wingman de Kevin Durant nos últimos anos mas nestes playoffs tem-se assumido como o principal pilar dos Thunder. Quer queiram, quer não. No último jogo, frente aos Grizzlies, com três prolongamentos, fez 33 lançamentos de campo. A estatística vem confirmar a tendência dos últimos jogos de Westbrook sobrepor-se ao melhor jogador da equipa e um dos melhores marcadores da liga dos últimos tempos. Os primeiros sinais de descontentamento de Durant começam a manifestar-se e um eventual ambiente pesado poderão roubar a oportunidade de ouro de chegarem pela primeira vez a uma final da NBA.
Em 1992, um tal de Shaquille O’Neal começou a dominar a NBA na Florida, ao serviço dos Orlando Magic. Esteve lá quatro anos mas precisou de sair para a Califórnia, para os LA Lakers, para conquistar os primeiros três títulos da carreira. Dwight Howard apareceu na NBA em 2004, também na Florida. Desde então, tem seguido as pisadas de Shaq. É um poste dominador e tem criado uma equipa à sua volta. Conseguiu uma final da NBA mas perdeu, frente aos Lakers em 2009. O futuro dos Magic não está brilhante e Dwight Howard poderá estar de saída. O próprio poste acusou a imprensa de Orlando de lhe estar a fazer o mesmo que fez a Shaq, antes de este sair. Se acontecer, os Lakers acenam com Kobe Bryant e a possibilidade de um anel. Não vai haver um Verão como no ano passado, mas pode dar muito que falar.
O jornalismo está mais difícil no acesso às grandes estrelas do que estava nas décadas de 80 e início das de 90. Os gabinetes de comunicação fecham os jogadores e servem de protecção a entrevistas que possam conter declarações que suscitem polémica. Nos EUA, a política é mais aberta mas mesmo que não fosse havia o Twitter para combater a situação. O número de polémicas por declarações na rede social continua a aumentar e agora é a vez de Reggie Bush, jogador de futebol americano dos New Orleans Saints. Depois de praticamente ter anunciado que estava de saída do Louisiana, agora veio dizer que o lockout é uma bênção para não ter que estar a treinar duas vezes por dia, debaixo de um calor abrasador e a pôr o corpo em risco sem sentido nenhum. Mais tarde veio dizer que era apenas uma brincadeira, mas no Twitter como em qualquer outro sítio, os desmentidos caem sempre no esquecimento.




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Os campeões tornam-se irritantes para todos os outros. Os Lakers continuam a ser os campeões. Além de serem a segunda equipa com mais títulos na história da NBA, logo a seguir aos Celtics, são também os bicampeões em título e com três presenças consecutivas em finais. É fácil gostar-se dos Lakers, quando se é adepto da equipa de Los Angeles, mas torna-se ainda mais simples não gostar deles, ou mesmo odiá-los, quando se é adepto de outra equipa.
No último fim-de-semana, os Lakers foram eliminados dos playoffs da NBA com quatro derrotas em quatro jogos frente aos Dallas Mavericks. Além de todo o simbolismo da eliminação, houve também espaço para alguns anti-Lakers darem asas à sua imaginação. Para isso, basta aceder ao site didthelakersgetswept.com. Por outras palavras, “os Lakers foram varridos (eliminação de uma série sem vencer um único jogo?”. O site é simples. Sim, puramente isso.
Depois de uma primeira ronda absolutamente emocionante nos playoffs da NHL, a segunda ronda começou por ser uma desilusão. Ao contrário dos vários jogos 7 e inúmeros prolongamentos, as meias-finais de conferência ficaram desde logo marcadas pelos 4-0 dos Boston Bruins e Tampa Bay Lightning aos Philadelphia Eagles e Washington Capitals. Se no Este, está tudo decidido, o Oeste está agora a dar luta, com destaque para os Detroit Red Wings. A equipa do Michigan parecia ter tudo perdido com 0-3, mas com duas vitórias nos últimos dois encontros, acredita agora mais que é possível conseguir o que poucos conseguem nos playoffs. A emoção agradece.
Catenaccio no boxe? O combate entre Shane Mosley e Manny Pacquiao era um dos pontos altos do fim-de-semana mas os 12 assaltos limitaram-se a um jogo entre o Barcelona, representado por Pacquiao, e uma equipa dos anos 60 do escalão italiano de futebol, por Mosley. Feitas as contas, Pacquiao só conseguiu vencer por pontos, algo que já se adivinhava porque nos 12 assaltos, Mosley limitou-se a tentar 13 socos. O pugilista filipino, considerado um dos melhores de sempre, continua a somar triunfos e justifica o porquê de ter ganho 32 milhões de dólares por dois combates no ano passado. É uma pena que o confronto com Floyd Mayweather Jr. nunca se tenha concretizado. Por agora, tem mais um combate agendado, para Novembro. Falta saber o adversário. Por agora, pode começar a fazer contas aos 20 milhões de dólares que ganhou apenas por este primeiro.




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Quando comecei a ver NBA não gostava dos Chicago Bulls por uma razão muito simples. Tinham começado uma hegemonia que relegava para segundo plano os Boston Celtics. Na altura, ainda muito novo, era uma relação de causa e efeito. Hoje, em dia vejo-o de outra forma. De uma forma tão diferente que me habituei a gostar desta nova geração dos Bulls.
A óbvia relação com os Celtics nem é a principal explicação, apesar de terem ido contratar o adjunto de Doc Rivers, Tom Thibodeau, e o extremo Brian Scalabrine, que fazia pouco em campo em Boston mas era um dos ídolos dos adeptos.
Esta época, os Bulls têm tudo para ir longe nos playoffs. É cedo para dizer se poderão competir com o Big Three da conferência (Miami, Boston e Orlando), mas a vitória na divisão (parecem mais fortes do que Indiana, Cleveland, Milwaukee e Detroit) não deve fugir. Se o fizer, terá o factor-casa na primeira ronda e depois, quem sabe, poderão ser o primeiro teste de fogo aos Miami Heat.
E aí, o que poderão fazer Derrick Rose, Carlos Boozer, Joakim Noah e companhia? Antes dos jogadores, está o treinador. Tom Thibodeau é um dos pais da defesa de Boston e sabe melhor do que ninguém como travar LeBron James. Depois, com a forte presença junto da tabela, com Noah e Boozer em destaque, muita coisa pode acontecer.
Ainda assim, no final o grande factor será a capacidade de Derrick Rose em se afirmar definitivamente como um dos melhores bases da liga. E, já agora, perceber até que ponto este regresso aos bons velhos tempos de Luol Deng é para manter.
Se há dois anos, com uma equipa mais fraca, os Bulls conseguiram fazer suar os Celtics, este ano tudo pode acontecer. Inclusive provocar a maior surpresa da temporada.




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A saída de LeBron James foi um balde de água fria nos Cleveland Cavaliers. Por todos os Estados Unidos, nasceu a ideia de que a equipa estava acabada. O agora jogador dos Heat era considerado a alma da equipa do Ohio e o abismo agora estava próximo.
Tive alguma dificuldade em entrar nesse espírito, na ideia de que iam ser a equipa com pior registo da divisão, conferência e liga e que podiam começar a fazer contas à primeira escolha do draft da próxima temporada.
Outros factores foram ignorados. A saída de LeBron veio abrir espaço a alguns talentos que estavam escondidos ou que tinham menos oportunidade para tocar na bola com frequência. Verdade seja dita, é óbvio que os Cavaliers não vão lutar pelo título. Não há um jogador que seja verdadeiramente um símbolo, mas o colectivo poderá vir a fazer diferença, especialmente tendo em conta o valor do treinador, Byron Scott, uma das melhores contratações da equipa.
Além de LeBron James, os Cavaliers também ficaram desfalcados no frontcourt, com as saídas de Zydrunas Ilgauskas e Shaquille O'Neal. Aqui, nem foi preciso mexer: Anderson Varejão é um jogador com muita energia e JJ Hickson está finalmente a ter bons minutos para entrar na estatística (21 pontos e seis ressaltos na vitória com os Celtics).
Depois, são as várias soluções que podem fazer diferença. Nas posições de base, Daniel Gibson, Ramon Sessions, Mo Williams e Anthony Parker são boas alternativas de lançamento.
É claro que a vitória sobre os Boston Celtics no primeiro jogo da época não é elucidativa, mas mantenho a opinião que já tinha antes de a época começar: dizer que os Cavaliers vão chegar aos playoffs é muito arriscado, mas já apostei (apostas de amigos) que vão ficar nos dez primeiros lugares.




Rating:0.0 (0 votos)Já não há dedos livres numa das mãos de Kobe Bryant. O jogador dos Lakers tem todos ocupados por anéis de campeão, juntando-se a Magic Johnson e Kareem Abdul Jabbar no restrito clube dos pentacampeões.
A conquista não foi fácil. Aquilo que começou com o three-peat com Shaq no início da década, terminou este ano com uma batalha duríssima com Boston, que limitou o nº 24 a 41% de lançamentos de campo. O último jogo foi um espelho dessas dificuldades, com Kobe a acertar apenas seis dos seus 24 lançamentos, apesar de ter agarrado 15 importantes ressaltos e acertado 11 lances livres.
Os admiradores dizem que Kobe está finalmente a aproximar-se da grandeza de Michael Jordan, o jogador afinal a partir do qual Kobe moldou o seu jogo. Os críticos dizem que o jogo 7 das Finais foi a prova que Kobe não pertence ao mesmo nível.
(Nota: Quando Jordan jogava eram proibidas as mais eficazes defesas à zona, Jordan nunca enfrentou o nível atlético da NBA de hoje em dia, nem uma especialização em defesa como a da equipa dos Celtics. Mais que isso, apesar de termos gravada uma imagem de grandeza de His Airness, Jordan nem sempre foi brilhante: 5-19 e 6-19 no jogo 4 e 6 contra Seattle nas Finais de 1996; e 9-26 no jogo 5 contra Utah nas Finais de 1998, por exemplo.)
Dificilmente Kobe algum dia será consensualmente considerado melhor que MJ. Jordan deixou uma marca demasiado forte na imaginação dos fãs. No entanto, a discussão pode agora ser tida sem ser considerada blasfémia. Este ano, Kobe ficou apenas a um título de Jordan. Mais um ou dois e será difícil alguém dizer, com o nível de talento de Bryant, que não está no mesmo patamar que MJ.
Uma coisa é certa, com este anel, ele ultrapassou para muitos (Jerry West, Shaquille O’Neal) Magic Johnson como o maior Laker de sempre. Um dos passos obrigatórios para chegar a GOAT (Greatest Of All Time).
Este último dado é o mais assustador para quem o odeia: Kobe venceu o seu 5º título com 31 anos. Jordan fê-lo com 34.
Nuno Aguiar




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Está feito. Vingança completa de 2008 e da forma mais épica possível: um jogo 7 renhido no Staples Center, com os Lakers a correrem atrás do prejuízo até aos seis minutos do último período.
O 16º título da equipa de LA foi conseguido num jogo em que Lakers e Celtics tiveram performances ofensivas terríveis. Kobe Bryant, o MVP das Finais, fez provavelmente o seu pior jogo dos playoffs atirando 6-24 do campo, apesar de ter marcado dez pontos decisivos no quarto período (oito deles da linha de lance livre).
Mas neste dia, o herói foi outro: Ron Artest. O homem veio este ano para Los Angeles atrás de um anel de campeão. Embora tenha estado bem defensivamente, Ron Ron lançou muito mal durante os playoffs (menos de 40%), levando os fãs a questionar se não seria melhor ter ficado com Ariza em vez de Artest. 48 minutos depois, tudo isso seria esquecido.
A um minuto do fim, com os Lakers a ganharem por três pontos, Kobe penetra, a ajuda vem e a bola é passada a Artest, livre na linha de três pontos. O mesmo lançamento que lhe esteve disponível durante todos os playoffs e que Artest falhou tantas vezes, o mesmo lançamento que Phil Jackson o desaconselhou vezes sem conta a lançar. Artest lançou e acertou o cesto mais importante da sua carreira, fechando com chave de ouro a sua performance como MVP do jogo 7.
A estrada da redenção foi longa para Artest. Passaram-se seis anos desde o infame dia em subiu às bancadas do pavilhão dos Detroit Pistons para uma famosa sessão de pancadaria com fãs. Foi suspenso para o resto da época (86 jogos). No dia da vitória, o ciclo completou-se e Artest parecia uma criança durante os festejos.
Nas entrevistas, agradeceu ao bairro em que nasceu, à sua psiquiatra e convidou os jornalistas para ir à discoteca com ele, presenteando-nos com alguns dos momentos mais divertidos de sempre dos playoffs. Há coisas que nunca mudam. E ainda bem.
Nuno Aguiar




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Soft (adj.) – mole, brando, macio, suave, débil. Estes foram alguns dos adjectivos que acompanharam durante meses Pau Gasol depois das Finais da NBA de 2008, em que foi totalmente dominado por Garnett, Perkins e P.J. Brown no garrafão. Numa palavra: soft.
Claro que o anel de campeão ganho no ano passado contra o melhor poste da NBA (Dwight Howard) ajudou a afastar o rótulo, mas o reencontro com a némesis verde teve o condão de fazer regressar os velhos receios de que o estilo finesse de Gasol (também apelidado de Gasoft) não conseguisse suster a agressividade dos Celtics.
No entanto, nem os Celtics estão a jogar de forma tão agressiva (a diferença que um Kevin Garnett com um ou dois joelhos bons faz…) nem Gasol é mesmo jogador de 2008. No primeiro jogo das Finais deste ano, os Lakers dominaram por completo os Celtics em ressaltos (42-31), pontos no garrafão (48-30) e pontos de segunda oportunidade (16-0). E Gasol foi uma das grandes razões para o domínio com 23 pontos, 14 ressaltos (oito ofensivos) e três desarmes de lançamento. O seu oponente directo, Garnett: 16 pontos, 4 ressaltos.
Claro que ter Bynum a roubar espaço no garrafão, Artest a lançar olhares assassinos aos adversários e Kobe a fazer a sua melhor imitação de Michael Jordan ajuda, mas a chave para esta série é Pau Gasol. Se ele continuar a jogar como o segundo melhor jogador em campo (como é) e meter o Garnett no bolso, os Lakers podem não ter de voltar LA depois de Domingo.
Nuno Aguiar




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A cronista do LA Times em Boston está fascinada com o grau de envolvimento da cidade com o feito dos Celtics. Numa cidade que dá a vida pelo basebol desde o início do século XX, o basquetebol parece ter assumido uma dependência total. O que até poderá parecer estranho, se nos lembrarmos que nenhuma equipa de Boston tem tantos títulos profissionais com os Celtics.
A possibilidade de ganhar um título num ano em que poucos acreditavam quando os playoffs começaram contagiou o estado de Massachusetts e por momentos o basebol passou para segundo plano. Nesta madrugada, os adeptos dos Red Sox fizeram questão de deixar uma mensagem durante a partida com os Oakland Athletics (curiosamente da Califórnia). A equipa tinha recuperado de uma desvantagem de 0-3 e a vitória estava ainda em dúvida, mas no pensamento estava já a final da NBA: "Beat LA! Beat LA! Beat LA!" começou a ouvir-se nas bancadas do Fenway Park, prolongando-se durante mais de um minuto e acompanhado por cada vez mais vozes.
A Red Sox Nation, uma das massas de adeptos mais fiéis do desporto mundial, está rendida a Rajon Rondo e companhia e quer mais um título. Pode ser que os Lakers não caiam na conversa...




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Lembro-me como se fosse hoje daquela noite de domingo de Janeiro. De ver Féher cair no relvado e pressentir desde o primeiro momento que alguma coisa tinha acontecido. De ter dito para o pai, que preparava ainda o jantar: "Queres ver que este morreu aqui?" Da incredulidade dos jogadores do Benfica e dos inconsoláveis Camacho, Tiago e Fernando Aguiar. E dos elogios ao realizador da transmissão televisiva que evitou os grandes planos. E não só... das mensagens que recebi a perguntar se era aquilo que me poderia ter acontecido antes de ser operado e do silêncio sepulcral do treino de juniores do dia seguinte.
Ninguém falava, ninguém precisava falar. O momento tinha chocado o país inteiro, especialmente os que tinham assistido em directo. Sentia-se uma solidariedade geral entre aqueles que todas as semanas treinavam para jogar ao fim-de-semana. Não era a primeira vez que acontecia. No ano anterior, estava de costas para a televisão quando Marc-Vivien Foé morreu em campo. E a história de Pavão estava distante.
Féher acordou-nos para um drama, o da morte súbita em directo. Os tempos que se seguiram não ajudaram. Em Maio, foi Bruno Baião. De todo o mundo começavam a surgir notícias de casos parecidos. Hugo Cunha, José António, Antonio Puerta. Em menos de nada, algo muito grave parecia tornar-se numa banalidade. Os testes médicos foram colocados em causa e a verdade é que se a inovação nos permite testar partes do nosso corpo como nunca antes fora possível, também é verdade que cada vez mais o homem está sujeito a esforços e a condições diferentes. A medicina evolui cada vez mais mas nestes casos está sempre um passo atrás.
E o que tem isto a ver com este blogue? Os segundos de arrepiar de ontem no jogo entre os Boston Celtics e os Orlando Magic. A equipa de Boston precisava de reagir e percebeu-se que faltava um jogador no ataque. Era Glen Davis que estava no chão. Uma primeira imagem mostra o basquetebolista a patinar no chão enquanto tentava levantar-se. Pouco depois, já de pé, um completamente desequilibrado Davis só pára nos braços de um árbitro.
A verdade é uma: o mais provável (e o que acabou por acontecer) era Glen Davis ter ficado desorientado depois de levar uma pancada na cabeça, mas o legado de Féher é demasiado pesado para ver um jogador desequilibrado em campo sem pensar no pior. Felizmente (?), Davis sofreu apenas uma concussão na cabeça. Ainda assim, há momentos que marcam a forma de vermos as coisas para sempre. A morte de Féher em directo é um deles.




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Nunca uma equipa da NBA recuperou de uma desvantagem de 3-0 para ganhar a série. A tradição está a favor dos Boston Celtics, mas a derrota na madrugada de segunda-feira em casa pode ter deixado algumas marcas na equipa de Doc Rivers. Mais do que isso, pode ter tido um efeito muito positivo nos Orlando Magic.
Continua a ser preferível estar a vencer por 3-1 do que a perder, mas a margem de manobra dos Celtics passou, de um momento para o outro, para uma insignificância. Esta noite, joga-se o quinto encontro em Orlando. É óbvio que os Magic é que estão piores, que já não têm margem de erro, mas a motivação poderá ter um papel fundamental.
Os adeptos da equipa da Florida não devem ter esquecido as declarações de Paul Pierce que, após o jogo 2, garantiu que os Celtics venciam 4-0 e que já não regressava a Orlando. Pois bem, hoje vai regressar. E pode apostar que vai ter uma recepção especial. Diferente.
E se os Magic ganharem hoje? Viajam para Boston ainda mais motivados e com a energia extra de vencer apenas mais um jogo para arrastar a decisão para o jogo sete, que está marcado para Orlando. E do outro lado? A confiança dos Celtics só pode ser cada vez menor se a série se prolongar.
Nunca uma equipa da NBA recuperou de uma desvantagem de 3-0 para ganhar a série. Mas no desporto profissional norte-americano, a cidade de Boston sabe bem o que isso é. Foram eles os responsáveis pela reviravolta mais impressionante do basebol quando os Red Sox conseguiram dar a volta aos New York Yankees. E já este mês foram eles que ficaram de mãos a abanar no hóquei no gelo quando os Bruins perderam a vantagem e foram eliminados pelos Philadelphia Flyers.
É esta incerteza que torna o desporto emocionante. Mas vá, chega de incertezas. Que ganhem os Celtics hoje. E que possam esperar pelos LA Lakers depois.




Rating:0.0 (0 votos)Esta noite joga-se o quarto jogo das finais da Conferência Oeste (duas da manhã para os viciados). Depois de dois jogos em que a defesa dos Suns foi totalmente varrida pelos Lakers, Alvin Gentry encontrou no terceiro uma fórmula para bater os campeões em título no terceiro jogo. Hoje à noite estará a jogar-se a enorme diferença entre a série ficar 2-2 ou 3-1.
Alimentando-se da energia do público no jogo 3 (foi o primeiro em casa), os Suns defenderam à zona, dificultando a tarefa ofensiva dos Lakers, que nunca se conseguiram adaptar e não pararam de lançar triplos - 32 para ser mais preciso, acertando apenas 9 (28,1%). No ataque os Suns foram muito mais agressivos e beneficiaram da explosão de Amare Stoudemire que marcou 42 pontos. A agressividade e o factor casa ficaram bem explícitos na diferença de lances livres: os Lakers tiveram direito a 20, os Suns a 42.
A questão que resta agora responder é: foi um golpe de sorte? Dificilmente os Suns voltarão a ter um jogo de 42 pontos de Stoudemire, é pouco provável que voltem a ter uma vantagem de 20 lances livres, o que deverá diminuir os problemas de faltas de Bynum e Odom e os Lakers deverão adaptar-se à defesa à zona e parar de lançar triplos por cima dela, sem penetração. Ou eu posso estar totalmente enganado.
O jogo de hoje irá provar se a vitória de Domingo foi um golpe de sorte ou se esta série está para durar.
Nuno Aguiar




Rating:0.0 (0 votos)Os Cleveland Cavaliers decidiram despedir o treinador Mike Brown que, em cinco anos como treinador da equipa do Ohio, o máximo que conseguiu foi chegar a uma final da NBA.
Curiosamente, fê-lo numa altura em que LeBron James estava praticamente sozinho na equipa. Nos anos seguintes, Cleveland deu-lhe quase tudo. Primeiro Shaquille O'Neal e Mo Williams, depois Antawn Jamison.
Mike Brown não conseguiu fazer melhor. Melhor, nem sequer conseguiu repetir a presença na final. Com a mais do que inevitável saída de LeBron James, os Cavaliers vão entrar num novo ciclo e poderá fazer sentido que Mike Brown dê lugar a um treinador novo.




Rating:0.0 (0 votos)Joe DeRosa é um árbitro da NBA e atingiu o "boiling point" da paciência ao intervalo do jogo entre Boston Celtics e Orlando Magic. Farto de ouvir os protestos de um adepto, decidiu atirar-lhe a bola (sem violência).
O gesto causou espanto ao adepto, Franz Hanning, que decidiu passar a bola de volta ao árbitro. Em menos de nada, o caso ganhou visibilidade e DeRosa foi agora suspenso por um jogo.




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Para Darnell Dockett, um jogador de futebol americano dos Arizona Cardinals, a resposta correcta é mil dólares. O atleta de 28 anos armou-se em Greg Oden, jogador de NBA dos Portland Blazers, que há uns tempos tirou uma fotografia nu para mostrar via webcam a uma admiradora que não era um mito o que se dizia de "homens grandes e afro-americanos", e despiu-se de preconceitos (é um lugar-comum gasto, sim) para ganhar uma aposta que tinha feito em como não teria a coragem para o fazer em directo através do UStream.
A evolução foi a mesma de sempre. Polémica, o país virou-se para a notícia e o pedido de desculpas: "Peço desculpa à minha equipa, aos meus jogadores. Percorri um a um, no balneário, para pedir ajuda", disse, antes de prometer que nunca mais volta a tomar banho. Em directo.




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Paul Pierce já lá estava desde 1998. Ray Allen foi o primeiro a chegar em 2007. Depois veio Kevin Garnett. Num espaço de um mês, os Boston Celtics apostavam no revivalismo para encontrar um novo "big three". A base era óptima, mas era preciso encontrar pelo menos mais dois jogadores, um base e um poste, que pudessem acompanhar a equipa na ambição de chegar ao título.
Durante as trocas de Allen e Garnett, Rondo foi cobiçado, mas Danny Ainge quis mantê-lo. As expectativas eram muitas, tal como a margem de progressão. E Rondo tem cumprido.
Em 2007/08, os Celtics foram campeões, mas Rondo ainda era um jogador diferente, tímido. Com uma companhia de luxo, as suas tarefas podiam praticamente limitar-se a transportar a bola para o ataque e passar ao primeiro "decisivo" que encontrasse. E tendo em contas as boas percentagens de lançamento de jogadores como Pierce e Allen, o número de assistências de Rondo cresceu.
Rondo também estava para crescer, mas os Celtics precisaram de ir buscar alguém que pudesse ser uma boa alternativa no playoff. E chegou Sam Cassell, vindo dos LA Clippers. Cassell teve a sua importância, mas Rondo mostrou, pela primeira vez, que aquele lugar era dele.
Desde esse título, a capacidade de Rondo para surpreender e dar espectáculo tem crescido a cada momento. Aquilo que em 2007 era uma grande dificuldade, como defender jogadores mais experimentes como Chauncey Billups, por exemplo, agora é uma vantagem - foi nomeado para a melhor equipa defensiva da temporada.
E o ataque? Rondo deixou de ser um pau mandado, Rondo passou a mandar. Passou a decidir, passou a dar espectáculo, passou a ser temido pelos adversários. Continua a pecar nos lances livres e no jogo exterior, mas compensa na capacidade atlética, improviso e inspiração para os grandes momentos. Rondo é um bom jogador para a época regular, mas melhora ainda mais nos playoffs. Rondo tornou-se num jogador empolgante, tornou-se num dos melhores bases da liga. Evoluiu, basicamente, e a um ritmo constante. E os Celtics agradecem. E muito...
Carreira de Rondo na época regular
2006/07 - 6,4 pontos, 3,8 assistências e 3,7 ressaltos
2007/08 - 10,6 pontos, 5,1 assistências e 4,2 ressaltos
2008/09 - 11,9 pontos, 8,2 assistências e 5,2 ressaltos
2009/10 - 13,7 pontos, 9,8 assistências e 4,4 ressaltos
Carreira de Rondo nos playoffs
2007/08 - 10,2 pontos, 6,8 assistências e 4,1 ressaltos
2008/09 - 16,9 pontos, 9,8 assistências e 9,7 ressaltos
2009/10 - 17,8 pontos, 10,6 assistências e 6 ressaltos
Rui Pedro Silva




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Os Washington Wizards bateram as probabilidades e vão ter direito à primeira escolha do draft da NBA. Partindo para o sorteio com apenas 10,3% de possibilidades de ter a primeira escolha, a sorte acabou por sorrir à organização depois de um ano para esquecer.
A decisão agora não parece ser difícil: o base John Wall é a primeira escolha consensual do draft deste ano. Wall é daqueles jogadores que pode virar um franchise ao contrário. Entusiasmante, explosivo e com imensa margem de progressão, os olheiros dizem que é uma mistura de Derrick Rose com Jason Kidd (companhia nada má...).
Nos Wizards, Wall deve ter muito espaço para crescer, provavelmente no cinco inicial ao lado de Gilbert Arenas, embora os Wizards adorassem poder trocar o "Agent Zero" e o seu contrato de 80 milhões de dólares. Depois de se terem visto livres a meio da época Jamison (Cavs), Butler e Haywood (Mavs), a equipa perdeu imenso star power, embora tenha alguns jovens com potencial, como Blatche, McGee, Al Thornton, Foye, Young e veteranos como Mike Miller.
Confesso que estava a torcer pelos New Jersey Nets: escolher o Wall dava-lhes a oportunidade de trocar o Devin Harris por um bom jogador para o cinco inicial, restando ainda espaço para aliciar o LeBron James e talvez um jogador mais barato como Boozer para jogar ao lado de Brook Lopez. Seria uma equipa bem excitante, mas não vai acontecer.
Enquanto esperamos para saber mais sobre a estratégia das equipas para esta off-season, em baixo fica um vídeo com alguns dos melhores momentos de John Wall.




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“Acabaram-se os tempos em que o Kobe conseguia marcar 30 pontos por jogo”, dizia Charles Barkley há uns dias quando os Lakers estavam a ser puxados até ao limite por uns jovens e incansáveis Thunder. Durante os últimos dias, os holofotes voltaram a estar sobre Bryant. O LA Times noticiava que a lesão no joelho tinha piorado e tinha sido necessário drenar algum fluido (isto para não falar do dedo partido na mão de lançamento, as dores no calcanhar e os problemas nas costas). Como é que Kobe responde? Com 40 pontos e um terceiro período de 21 contra os Phoenix Suns no primeiro jogo da final da Conferência Oeste. É o sexto jogo consecutivo que Kobe marca mais de 30 pontos. Por favor partam-me o dedo e dêem-me pontapés no joelho.
A tão falada melhoria defensiva dos Suns foi eclipsada pela mestria de Bryant e do resto dos Lakers que terminaram o jogo com uma percentagem de 58% em lançamentos de campo. Além de terem o jogador mais talentoso do mundo do lado deles, os Lakers são simplesmente maiores que os Suns e dominaram o jogo interior: Lamar Odom acabou o jogo com 19 pontos e 19 ressaltos e Pau Gasol com 21 pontos (10-13 em lançamentos). Os Lakers venceram 128-107, num jogo que já estava resolvido no início do quarto período.
Só quem não segue o percurso de Kobe Bryant pode duvidar que este primeiro jogo serviu para realçar: 1- ninguém dos Suns me consegue defender; 2- isto não é 2006 nem 2007 (anos em que os Lakers foram eliminados por Phoenix) com a ajuda que tenho da minha equipa, vocês não têm hipóteses; 3- o LeBron pode ter ganho o MVP, mas eu ainda sou o top dog da NBA. Perguntaram-lhe se o jogo serviu como uma mensagem: “Eu só quero mais um título”, disse rindo.
Pode estar a sorrir, mas não há jogador mais orgulhoso que Kobe Bryant. Ele ouviu os comentários do Barkley e leu os colunistas a escreverem as primeiras linhas do seu obituário na NBA. Ele quer igualar o número de títulos de Magic Johnson (cinco) e aproximar-se dos seis de Michael Jordan no seu caminho para ser considerado o melhor jogador de sempre - e que ninguém duvide que ele acha que consegue. “As pessoas fizeram o Kobe ficar zangado. Devem-lhe um pedido de desculpas. Ouvi o Chuck [Charles Barkley] dizer que ele está a ficar velho e que não conseguirá fazer as mesmas coisas. E ele fê-las”, disse Deron Williams depois de os Jazz terem sido varridos (4-0) pelos Lakers.
Os Suns já perceberam que vão ter de enviar double teams para conter um Kobe “velho e lesionado”, o que vai dar ainda mais espaço a Gasol, Odom, Artest e aos triplos do Fisher. “Se eles mandarem dois jogadores para me cobrirem, fiz o meu trabalho. Vamos estar preparados para isso”, explicou Kobe. Decisões complicadas para os Suns nos próximos jogos.
Ah! E as equipas do Phil Jackson estão 45-0 quando ganham o primeiro jogo de uma série…
Nuno Aguiar




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Foram a melhor equipa da fase regular e queriam o título. Estava na hora. Depois de perder a final em 2007, os Cleveland Cavaliers de LeBron James chegaram aos playoffs com 61 vitórias e acreditavam que tinham, mais do que nunca, uma equipa capaz de conquistar o campeonato.
Em 2006/07, na final com os San Antonio Spurs, o cinco inicial tinha Daniel Gibson, Sasha Pavlovic, LeBron James, Drew Gooden e Zydrunas Ilgauskas. Três anos depois, as melhorias eram, aparentemente notórias. Mo Williams é mais experiente e mais atirador que Gibson. Anthony Parker é melhor do que Pavlovic e Shaquille O'Neal já não é capaz dos feitos de outrora, mas continua a ser um jogador importante numa equipa que lute pelo título. Ainda assim, os Cavaliers acharam que não era suficiente e foi numa aposta clara para ganhar tudo que chegou Antawn Jamison, dos Washington Wizards.
As culpas caíram todas em cima do treinador, Mike Brown, e de LeBron James, mas Jamison esteve irreconhecível na série com Boston, principalmente nos últimos dois jogos, onde fez um total de 14 pontos, 11 ressaltos e uma assistência. E este era o jogador que durante a época regular teve uma média de 18,7 pontos e 8,4 ressaltos.
Jamison foi a escolha dos Cavaliers. Arriscaram bastante, quiseram deixar uma imagem de força, mas agora, à distância, entende-se que Amare Stoudemire teria sido uma melhor aposta.
Rui Pedro Silva




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