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Andre Agassi e Pete Sampras foram durante várias épocas as principais referências do ténis norte-americano. Com rivalidades à mistura, encontraram-se em Indian Wells para um jogo de exibição para apoio às vítimas do terramoto do Haiti, na companhia de Rafael Nadal e Roger Federer.
Tudo parecia correr bem até que as coisas começaram a ficar feias. Ou terá sido apenas muito bem encenado?




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Já não há portugueses no top 100 outra vez. A tendência das últimas semanas já deixava antever a queda de Frederico Gil, que foi altamente penalizado por não ter conseguido repetir os desempenhos de 2009 nos torneios de Joanesburgo e na Costa do Sauípe.
Com um ano de 2009 bastante positivo (desde 2 de Fevereiro só esteve seis semanas fora do top 100), Gil tem de apostar forte nos próximos torneios de terra batida para cosneguir chegar ao Estoril Open da mesma forma que conseguiu na época passada. E, por que não, Roland Garros?
O português desceu 21 posições esta segunda-feira (do 88.º para o 109.º lugar) e juntou-se a Rui Machado na luta portuguesa para atacar a muralha do top 100 que tantas vezes já se mostrou intransponível.
O ténis português já mostrou o que vale. Agora precisa de ser mais consistente e não apenas de momentos aqui e ali. Se isso acontecer até ao Estoril Open, o torneio do Jamor só tem a ganhar. Ter Federer (Henin também é uma possibilidade) e três tenistas portugueses em boa forma (Gil, Machado e Michelle) será, mais uma vez, uma óptima propaganda para a modalidade.




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Roger Federer ainda não bateu todas as marcas que tinha para bater. Ainda não é o tenista com mais títulos ATP, ainda não é o tenista com mais semanas na liderança do ranking e não é o tenista com mais títulos em Wimbledon. Em todas estas variantes, Pete Sampras está à frente do suíço.
Ainda assim, Federer já é visto como o melhor de sempre. Com uma segunda metade de 2009 fantástica, Roger igualou Sampras com 14 grand slams em Roland Garros e superou-o em Wimbledon.
Já em 2010, na Austrália, limitou-se a aumentar a vantagem. Daqui para a frente, a história será apenas o acumular das vantagens.
Escrever sobre os títulos de Federer poderá tornar-se chato. O ângulo é sempre o mesmo e no jornalismo evitam-se as repetições. A vida do suíço está tão escrutinada, ao mais mínimo detalhe, que arranjar uma nova forma de falar sobre ele será o grande desafio. Caso contrário, poderá tornar-se chato. Como os grandes campeões, que ganham tudo o que há para ganhar.




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A primeira semana de torneios dos circuitos ATP e WTA trouxe mais do mesmo a que tínhamos assistido em 2009. As belgas Henin e Wickmayer juntaram-se em força a Clijsters e, nas provas masculinas, as vitórias foram para Cilic, Davydenko e Roddick.
O ressurgimento da Bélgica é mesmo o grande factor de destaque. Kim Clijsters continua a viver um regresso de sonho, que já teve direito a um título triunfal no Open dos Estados Unidos. Henin, de regresso apos 19 meses, juntou-se a Clijsters na final e noutro torneio, a vencedora do Estoril Open, Yanina Wickmayer também ergueu um troféu depois da suspensão por doping do
A saúda das belgas está bem e recomenda-se e poderão ser um caso sério no ténis em 2010, dando força a uma selecção que já não consegue ganhar a Fed Cup desde 2001.
No quadro masculino, o principal destaque vai para o russo Nikolay Davydenko. Num país que dá mais destaque às tenistas, Nikolay tem conseguido saltar para as páginas dos jornais de todo o mundo. Nos últimos meses, tem sido mais frequente. Após a vitória na Masters Cup, o russo não baixou os braços e começou 2010 a derrotar os dois grandes "senhores" do ténis: Roger Federer nas meias-finais e Rafael Nadal na final.
É um bom prenúncio para o tenista que já venceu o Estoril Open mais do que uma vez e que este ano estará novamente no Jamor.




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Primeiro Kim Clijsters, depois Justine Henin. O ténis belga feminino parece ter um acordo para voltar a dominar o circuito WTA.
Até ao abandono de Henin, havia lei e ordem. Mesmo sem ganhar todas as competições ou entrar claramente favorita, como chegou a acontecer com Federer, a regularidade da belga garantiam-lhe o primeiro lugar do ranking. No entanto, desde o seu abandono em Maio de 2008, o ranking feminino tornou-se uma anarquia. Maria Sharapova, Ana Ivanovic, Jelena Jankovic, de novo Ivanovic, Serena Williams, de novo Jankovic, de novo Serena e Dinara Safina, desde 20 de Abril. Tudo isto num espaço de um ano.
Agora, as belgas formaram-se para reconquistar o mundo. O primeiro aviso foi dado por Kim Clijsters. Abandonou para ser mãe, regressou, venceu o Open dos Estados Unidos e já está no top 20. Conhecendo Justine Henin como se conhece, não será de esperar algo muito diferente. O próximo grand slam é em 2010, na Austrália, e pode esperar-se o tal wild card para a participação. Alguém poderá dizer com propriedade que Henin deve ser afastada da luta, principalmente sabendo que já lá venceu em 2004?




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Frederico Gil, Rui Machado e Michelle Brito. Foram três os portugueses que conseguiram marcar presença nos quadros principais do US Open, o quarto Grand Slam da temporada. Há pouco tempo, o facto teria sido visto com grande destaque e entusiasmo pelos portugueses.
Esta semana já não. De quem é a culpa? De Frederico Gil, Rui Machado e Michelle Brito. O trio habituou os portugueses durante 2009 a bons resultados, históricos mesmo, a presenças regulares nos quadros principais dos grandes torneios e a vitórias contra adversários inesperados.
Talvez por isso ver Gil e Machado eliminados na primeira ronda e Michelle sair à segunda ronda tenha sido encarado com naturalidade e, em alguns casos, com desilusão.
É bom, porque significa que o ténis português está a evoluir mas, pela mesma razão, pode ter um impacto negativo. Porque agora estar fora do top 100 é estar já aquém das expectativas e Michelle está cada vez mais velha (a cinco meses de fazer 17 anos) e mais próxima de se encaixar nas previsões de alguns especialistas, que a dão como candidata ao top 20 mais tarde ou mais cedo.




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Frederico Gil é o melhor tenista português de sempre. Nunca um representante nacional conseguiu chegar tão longe no ranking e defrontou tantas vezes o líder mundial de ténis. Aliás, será justo dizer que o país parou um pouco na primeira vez que o natural de Sintra defrontou Rafael Nadal.
Mesmo quem não gostava de ténis habituou-se a falar naquele jovem dedicado, com uma determinação enorme e que ia fazendo cair favortios nos torneios por onde passava. Era alvo de entrevistas, reportagens, histórias do passado e projectos para o futuro. Agora, quatro meses depois, a trajectória parece ser a inversa. Esse é um dos problemas do ténis: a classificação no ranking estar muito dependente dos resultados, mesmo que não imediatos. O outro é um problema dos portugueses: só damos atenção aos atletas de outras modalidades quando estão bem ou quando há grandes eventos, como os Jogos Olímpicos. Por falar nos Jogos, que destaque se deu às recentes marcas de Marco Fortes? Pouco. É que os portugueses também gostam de estar na caminha durante quatro anos para aparecer apenas nos momentos "certos".
Frederico Gil parece estar a sofrer isso neste momento. Parece atravessar a maldição da primeira ronda e as páginas inteiras com histórias foram substituídas agora por curtas breves de mais uma derrota na primeira ronda de um qualquer torneio europeu. Para ajudar mais, os gritos de Michelle Larcher de Brito e os resultados em Roland Garros e Wimbledon acentuaram essa diferença de tratamento.
É que se Gil conseguiu chegar onde chegou praticamente sozinho, também poderia agradecer nos momentos complicados o apoio dos portugueses sem ter de fazer novamente tudo sozinho. É outro problema dos portugueses: memória curta.




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2009 está a ser um ano de constantes reviravoltas e o ténis não é excepção. Logo em Janeiro, Rafael Nadal deixou Roger Federer a chorar com a vitória na final do Open da Austrália. Previa-se o fim do suíço. Nadal estava mais forte e agora não era apenas na terra batida de Paris, nem na relva de Wimbledon. O sucesso do espanhol estava a alastrar-se a uma rapidez pandémica e tinha chegado ao piso rápido da Austrália.
O maiorquino era cada vez mais líder do ranking e Federer parecia afundar-se até que... num instante tudo mudou. A vitória de Federer contra Nadal em Madrid foi o ponto de viragem. Não só porque deu um novo fôlego ao suíço, mas também porque marcou uma série de problemas físicos do espanhol.
Nadal não resistiu a Soderling em Roland Garros e Federer aproveitou para vencer o único Grand Slam que lhe faltava. Nadal não marcou presença em Wimbledon devido a problemas físicos e Federer aproveitou para chegar ao 15.º título de Grand Slam, tornando-se o jogador com mais vitórias neste tipo de torneios.
Será que o afastamento de Nadal explica tudo, especialmente numa altura que se começava já a duvidar se o recorde de Pete Sampras seria batido pelo suíço? Com ou sem ajudas, Federer não vacilou e agora está novamente na mó de cima, ao contrário de Nadal.
O espanhol vive momentos difíceis aos 23 anos e pode inclusive ter o futuro em risco. É pena. O mais provável seria daqui a uns anos, em Wimbledon, ver o reformado Roger Federer aplaudir mais um recorde batido de Rafael Nadal.




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Nos últimos quatro anos em Roland Garros, Roger Federer nunca venceu a final. Será portanto óbvio constatar que perdeu em quatro ocasiões. Em quatro jogos contra Rafael Nadal. O que tem 2009 de diferente? Desde logo a derrota de Rafael Nadal frente ao sueco Robin Soderling. Este é, por isso mesmo, o ano da oportunidade de ouro para Roger Federer se consagrar, a nível de títulos, ainda mais como um dos melhores de sempre, vencendo o único Grand Slam que ainda não conseguiu conquistar.
Precisamente numa época em que algumas vozes chegaram inclusivamente a prever um fim de carreira por falta de motivação, Federer parece estar vivo... e para as curvas.
O universo parece conspirar a seu favor e não é apenas por causa da derrota de Nadal. Antes do espanhol, no sábado, também Novak Djokovic tinha sido eliminado, por Philip Kohlschreiber. O quadro inferior parece o mais fácil. Para já, defronta o alemão Tommy Haas. depois, nos quartos-de-final, os adversários melhor cotados são o argentino Juan Martín Del Potro e o francês Jo-Wilfried Tsonga. Serão eles os últimos adversários rumo à quarta final consecutiva.
Daí, neste momento, tem quatro nomes para escolher: Soderling, o carrasco de Nadal, Davydenko, Murray e González, que eliminou Rui Machado. Tudo pode acontecer, mas nunca a conjuntura foi tão favorável para o suíço.
Como campeão que é, Federer não se deve dar ao luxo, nem pode, de desperdiçar esta ocasião de ouro. Haverá alguém que não o deseje?




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Confrontos entre Portugal e França dão molho. Tivemos Marc Batta em 1997, Zidane e o eslovaco emprestado Igor Sramka em 2000 e novamente Zidane e Raymond Domenech em 2006. Desde que levaram para trás durante as (frustradas) invasões francesas que o povo lusitano parece ter um karma negativo relativamente aos franceses.
Esta manhã, foi Michelle Larcher de Brito a sofrer na pele a elevada sensibilidade dos franceses. Aravane Rezai não deve ter dormido a pensar na manhã de sono que ia ter. Com Mauresmo de fora, estava na lista da frente para prolongar o sonho francês na terra batida de Roland Garros. Mais do que isso, ia abrir a jornada no principal estádio do recinto parisiense. Ainda mais do que isso, jogava com uma desconhecida portuguesa radicada nos Estados Unidos de 16 anos.
Michelle Larcher de Brito tinha avisado na véspera que há muitas jogadoras no circuito que não gostam dela. Para Rezai seria, muito provavelmente, indiferente até esta manhã se ter atravessado num caminho imaginado para a glória. A festa da primeira quebra de serviço terá feito pensar que a vitória estava já ali, especialmente depois de já ter batido Michelle anteriormente sem dificuldades. Mas não. A portuguesa retribuiu logo de seguida e levou Rezai a fazer uma autêntica birra de "it's my party and I cry if I want to" [é a minha festa e choro se quiser]. A perder por 3-4 e a ver a vida andar para trás, Rezai fez "queixinhas" dos gritos de Michelle. O árbitro não ligou e a francesa, que como todos os franceses está habituada a recorrer às mais altas instâncias, pediu para falar com a supervisora. "Os gritos dela estão a perturbar-me".
Durante os dois jogos seguintes tudo ficou na mesma, mas ao 5-4, a favor da portuguesa, o árbitro finalmente pediu a Michelle para controlar os berros. A pedido da supervisora. Esse momento mudou o jogo. A tenista de 16 anos estava onde queria, a jogar de igual para igual num Grand Slam profissional e a discutir o apuramento para os oitavos-de-final. Ali, naquele momento da advertência, Michelle foi obrigada a lembrar-se que tem 16 anos e de todas as condicionantes que isso tem. Nesse momento, sentiu que havia tratamento diferenciado, sentiu a protecção a Rezai e sentiu que se fosse qualquer outra tenista, com uma presença consolidada na elite feminina, nunca isso seria pedido. Claramente revoltada, soltou uma comparação com Maria Sharapova.
Voltou para campo agitada e perdeu os dois jogos seguintes. Ainda conseguiu levar o primeiro set para ao tiebreak mas não teve capacidade para o vencer.
A Michelle confiante, determinada e segura de si mesmo desapareceu e deu lugar à Michelle nervosa, com erros infantis e extremamente irregular. O segundo set pouco passou de uma formalidade para Rezai cumprir um sonho de uma noite de primavera. Ainda assim, Michelle Larcher de Brito deu mais um sinal da injustiça que sentia e da arrogância e acto de menina mimada que Rezai tinha tido: "É engraçado ter-se queixado quando estava a perder e agora, que está a ganhar, não tem nada a dizer. É uma coincidência muito estranha".
O público francês virou-se contra Michelle e começou a assobiá-la, especialmente depois de Michelle ter cumprimentado Rezai no final do jogo de forma desinteressada e quase obrigada a isso. Rezai fez de "santa" e abanou a cabeça em sinal de reprovação. Afinal de contas, o que interessava já estava feito. Agora poderia voltar a ser a tenista profissional e correcta.
Já Michelle saiu de cabeça erguida, agradecendo ao público apesar dos assobios. No dia 8 de Junho, estará seguramente no top 100. Daqui a três ou quatro meses estará ainda melhor. Possivelmente, daqui a um ano, estará ainda melhor e Rezai não será mais do que uma tenista francesa perdida no ranking sem destaque. Estranha coincidência seria Rezai tornar-se espectadora e fazer tudo para chamar a atenção da melhor tenista portuguesa (que muitos dizem poder chegar, pelo menos, ao top-20) dentro de campo. Pode ser que aí seja Michelle a pedir, educadamente, ao árbitro para acalmar os espectadores. Pode ser...




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Portugal está longe de ser como o pequeno exército de irredutíveis gauleses que fazem frente ao império romano, mas a verdade é que Rui Machado, Neuza Silva, Michelle Brito e Frederica Piedade parecem ter entrado em Paris com vontade de triunfar.
Até agora, o sucesso tem sido a imagem de marca, especialmente com o tenista algarvio que está a apenas uma vitória de alcançar o quadro principal. Se o fizer, poderá repetir o feito do US Open, onde venceu a primeira ronda e só foi afastado pelo espanhol Fernando Verdasco em cinco sets, num encontro de proporções épicas.
No quadro feminino, Michelle Brito é, naturalmente, aquela que mais atenções merece em Portugal, muito por culpa de ser há muitos anos (e ela só tem 16) vista como a maior promessa do ténis nacional. Num piso que não só não lhe é favorável como é muito desfavorável, conseguiu chegar à segunda ronda e arrecadar 40 pontos. Quarenta pontos por uma vitória numa fase de qualificação. Ou seja, mais do que alcançar os quartos-de-final na maior parte dos torneios em que os portugueses participam.
Para já, é um mar de rosas, mas estamos ainda a vários dias do início a sério. Frederico Gil já lá está. Seria perfeito se pudesse ter a companhia de, pelo menos, mais dois portugueses.




Rating:0.0 (0 votos)Aquele que foi o melhor tenista da actualidade durante muitas "actualidades", voltou a demonstrar este fim-de-semana porque era considerado, unanimemente o melhor de todos os tempos. Dificilmente, Roger Federer poderia pedir algo melhor. Ir a Espanha, terra do arqui-rival Rafael Nadal, num torneio de terra batida, terreno do arqui-rival Rafael Nadal, e vencer em apenas dois sets só não tem o brilho máximo porque não foi em Roland Garros - o verdadeiro calcanhar de aquiles do suíço.
É possível que Nadal tenha estado muito longe da sua melhor forma - a cansativa vitória frente a Djokovic na véspera poderá explicar alguma coisa - e que não estaria no auge da motivação, mas Federer também esteve diferente. Para melhor.
Continua sem ter a pancada mortífera que exibiu durante o melhor momento da carreira, mas chegou e sobrou para Nadal. Soube aproveitar os momentos decisivos do encontro para construir a vantagem. E quando esteve perto de a perder, com 0-30 ou mesmo quando servia para vencer o encontro e permitiu um ponto de quebra de serviço, demonstrou que psicologicamente inverteu a moda e superou Rafael Nadal.
Há algumas semanas, Federer admitiu que a proximidade do nascimento do primeiro filho lhe traria motivações diferentes, que ia aprender a relativizar as vitórias e as derrotas. No domingo, na bancada, lá estava a companheira de longa data, a senhora Vavrinec.
Não passa pela cabeça de ninguém considerar que Federer é favorito a vencer em Roland Garros, mas, pelo menos psicologicamente, vai estar por cima. E se o universo voltar a "conspirar" a seu favor com pequenos pormenores, por que não há de ser 2009 o melhor ano da vida de Federer: aquele em que foi pai e venceu o único Grand Slam que lhe faltava?
O momento da verdade está aí a chegar




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Quando Marat Safin subiu à liderança do ranking ATP pela primeira vez, Dinara era apenas uma jovem rapariga de 14 anos que começava a preparar em Espanha o futuro no ténis. Como qualquer irmão mais novo, neste caso irmã, via no mais velho um exemplo a seguir. É assim com a maior parte dos irmãos mais novos. Os mais velhos são sempre vistos como exemplos e cresce um sentimento de competição, como que o valor próprio só se pudesse validar se se ficar mais forte, alto ou mesmo melhor numa qualidade específica.
Ao chegar a Madrid, talvez influenciada pela imprensa espanhola, Dinara Safina, a actual número um do ranking WTA, cortou o cordão familiar e falou em Rafael Nadal: "Antes admirava o meu irmão, agora é Nadal".
Marat, o especialista em quebrar material desportivo e com um humor de desconfiar caiu no esquecimento. Para Dinara, já não valerá a pena continuar a ter um termo de comparação obsoleto e sem valor reconhecido. Marat abandonou a elite do ténis, que agora é liderada por Rafael Nadal e... Dinara.




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Outrora, Richard Gasquet foi o jovem tenista francês mais promissor. Hoje, e depois de ter andado pelos primeiros do ranking ATP, é manchete mas por ter acusado cocaína num controlo antidoping.
À imagem de outras vedetas do mundo desportivo (Diego Maradona surge obviamente no topo da lista), Gasquet atravessa agora o momento mais delicado da carreira, ainda curta. O finalista do Estoril Open de 2007 não tomou nenhuma atitude com o objectivo claro de adulterar a verdade desportiva. Actualmente, os recursos são tantos que será absurdo pensar que Richard Gasquet recorreu à cocaína para ganhar vantagem dentro de court.
Pelo contrário. Gasquet é jovem, tem uma vida pela frente e fez uma escolha que se paga caro em alta competição. Não fez batota, mas enveredou por um caminho que o deixam mal visto por todos os adeptos e fãs. Por isso, será natural que seja castigado... e bem.
No fundo, no fundo, é apenas mais um rendido às estranhas atracções da droga.




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A esta hora, disputa-se ainda a final masculina do Estoril Open. Ao domingo, como estava previsto. Desde a primeira edição em 1990 que João Lagos tem sido atormentado pela chuva, que insiste em adiar encontros, afastar espectadores e estragar a festa. Tanto que optou por colocar uma imagem da Nossa Senhora de Fátima numa das bancadas do court central.
Este ano, tudo parecia estar a correr às mil maravilhas. Os primeiros dias da prova foram disputados sob um sol abrasador. Tanto que no primeiro dia, ouvi dizer no recinto que este seria o primeiro bronze do ano e, como tal, seria preciso ter cuidado. As excelentes condições climatéricas aliadas à oportunidade de assistir aos jogos de Michelle Brito criaram um cenário de sonho para a organização do torneio.
Como diz o ditado, não há bem que sempre nem mal que nunca acabe e assim que chegou a terça-feira, chegaram também as previsões que até hoje as temperaturas iam baixar e que havia possibilidade de chuva. Dito e feito.
O sábado da final feminina e das meias-finais masculinas foi arrasado pela chuva, obrigando a que uma das meias-finais, entre James Blake e Nikolay Davydenko, terminasse hoje de manhã com a vitória do norte-americano.
A terminar, Frederico Gil conseguiu mais um feito, apesar de ter sido eliminado logo na primeira ronda. É que mesmo sem ter conseguido ganhar um jogo pela primeira vez em quatro edições, continua a ser sempre eliminado por um adversário que chega à final.




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O Estoril Open teve portugueses de sábado a quarta-feira mas, apesar de parecerem muitos dias, nenhum dos tenistas portugueses conseguiu ultrapassar a primeira ronda. Dos mais famosos como Frederico Gil e Michelle Larcher de Brito aos mais incógnitos como Maria João Koehler, ninguém resistiu.
A euforia que se criou em Portugal em redor do ténis merecia mais, mas a verdade é que a tendências das 19 edições anteriores foi semelhante. Hoje, o último resistente, que neste caso significa apenas que foi o último a entrar em campo. O duelo entre Gil e Blake foi uma surpresa inesperada para a organização porque estavam frente a frente a figura querida do público português e o principal estreante na prova, dono de uma história de vida notável em todos os campos.
Ainda assim, mesmo sem portugueses a partir da primeira ronda, os primeiros dias tiveram mais do que motivos para João Lagos sentir que ia ser uma edição de sucesso. Ao rejeitar o wild card atribuído pela organização do torneio, Michelle Larcher de Brito garantiu que os dois primeiros dias da prova, quase que unicamente dedicados à fase de qualificação, tivessem motivos de interesse. Se a partida contra a japonesa Fugiwara foi difícil, a maratona contra a romena de Dulgheru proporcionou momentos de loucura nas bancadas, com os adeptos a sentirem cada grito da tenista portuguesa como se estivessem em campo.
Agora, já sem portugueses, o Estoril Open entra numa fase a doer e ainda com alguns dos nomes que Lagos escolheu para principais cabeças-de-série. Iveta Benesova, David Ferrer e David Nalbandian podem ter ido fazer companhia aos portugueses, mas Maria Kirilenko e James Blake, por exemplo, têm muito para dar a quem quiser dar umas horas para se deslocar ao Jamor.




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Andy Murray desiludiu hoje ao ser eliminado pelo argentino Juan Monaco no primeiro jogo que disputou no Masters de Roma. A derrota precoce tornou-se na primeira na ronda inaugural desde Agosto de 2008.
Numa altura que o melhor britânico da actualidade e possivelmente um dos melhores de sempre se preparava para atacar o terceiro lugar de Novak Djokovic, esta derrota funciona como um balde de água fria no escaldante temperamento de Murray. O escocês está longe de criar uma fábrica de destruição de raquetes como Marat Safin poderia muito bem ter criado, mas vontade não lhe falta. Cada ponto perdido infantilmente é uma frustração enorme e esta derrota nas vésperas de Roland Garros não lhe deve ter caído muito bem.
Em Janeiro, o início fulgurante de temporada deixou antever que poderia ombrear com Nadal e Federer, vencendo ambos, mas aos poucos a garra tem vindo a desaparecer. Novak Djokovic está mais regular e pode voltar a aumentar a distância para o rival. A terra batida favorece-o, mas um número quatro do mundo não se pode desculpar com as superfícies. Tem de ser bom, melhor que os outros, e basta!




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Em entrevista à "Gazzetta dello Sport", Roger Federer demonstrou por que razão é considerado um dos melhores tenistas de sempre. A liderança do ranking já foi perdida há quase um ano, e a avaliar pelo desempenho de Nadal continuará, mas Federer continua a primar pelo fair-play, tanto dentro como fora dos courts.
Não é fácil, no entanto. Se foi fácil conformar-se com a incapacidade de bater o espanhol em Roland Garros, a final perdida em Wimbledon constituiu um sinal que a hegemonia poderia estar a chegar ao fim. Em Agosto, mesmo já em segundo, Roger conseguiu vencer no US Open, mantendo a sensação que o piso rápido continuava a ser o reino do suíço.
2009, porém, marcou o fim dos domínios de Federer. Na Austrália, mais uma final perdida para Nadal e lágrimas após a derrota. Acima de tudo, Roger Federer estava frustrado. Reconheceu naquela momento que já pouco podia fazer para travar o furacão espanhol. Durante anos, habituara-se a ouvir que os adversários tinham tido azar por fazer parte da mesma geração que ele. Agora, a geração de Federer tinha desaparecido, já só havia a de Nadal.
Aí, nesse momento, pensei que Federer estivesse a ponderar terminar a carreira. Ninguém o censuraria se o fizesse. Campeão como é, decidiu continuar. Faltava-lhe motivação. Antes de Monte Carlo, onde desiludiu mais uma vez frente ao compatriota Stanislas Wawrinka, decidiu casar com a companheira de longa data, que até já está grávida.
A derrota não o incomodou e afirmou que só se preocupa em saber se o bebé será rapaz ou rapariga. Poder ser que lhe traga energia para bater Nadal. Só às vezes.
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