Para evitar cortes salariais, Cavaco Silva propõe a criação de um imposto extraordinário.
"Não é altura de discutir medidas alternativas, porque o Governo bem sabe que há formas, sem ser por corte de vencimentos, de chamar o contributo de todos os cidadãos. Bastava, por exemplo, que fosse criado um imposto extraordinário para todos os portugueses acima de um certo rendimento. Foi uma opção do Governo que a Assembleia aprovou", reveka em entrevista à Renascença.
Cavaco Silva mostrou-se optimista com o resultado das sondagens. "Todas as informações apontam para um vitoria à primeira volta, o que está de acordo com o entusiasmo que tenho encontrado ao logo desta jornada", disse em entrevista à rádio. No entanto, o candidato prefere manter alguma precaução: "Gosto de esperar até ao dia e apelar ao voto das pessoas".
Relativamente aos temas quentes da campanha, nomeadamente o caso BPN e a casa de Cavaco no Algarve, o candidato refere: "É lamentável que se tenha ido buscar atitudes minhas e da minha mulher que aconteceram há 12 anos, quando como cidadãos normais colocamos as nossas poupanças nos bancos".
Cavaco Silva lembrou ainda que as suas relações com o governo não foram afectadas com a campanha. "As minhas relações com o governo são relações de trabalho e essa relação não foi afectada", explicou.
Questionado sobre as dúvidas levantadas depois da promulgação da lei de financiamento dos partidos, Cavaco acredita que, mesmo com toda a polémica, essa foi a melhor opção. "Eu sou um presidente de todos os portugueses e tenho que ser o garante da união do Estado. Não posso por as minhas convicções acima do interesse nacional. Se tivesse adiado a promulgação da lei, Portugal ficaria numa situação bastante crítica", esclareceu.




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