O Conselho Nacional do PSD esteve reunido esta noite para fazer um primeiro balanço da análise dos resultados eleitorais. Na reunião, que decorreu à porta fechada, a líder, Manuela Ferreira Leite, disse que o PSD "assegurará as condições de governabilidade do país" caso vença as legislativas. Mas não foram discutidas possiveís coligações, confirmou Aguiar Branco.
Quanto à questão das listas de deputados para a Assembleia da República e para as autarquias, Manuela Ferreira Leite afirmou que a “renovação se fará no seu momento” e que, portanto, a renovação será uma linha estratégica tida em conta nas listas. No entanto, não foram discutidos lugares para o Parlamento. Para a líder social-democrata, o objectivo das próximas eleições, tanto legislativas como autárquicas, é ganhar, tal como aconteceu nas europeias.
Já à saída Pedro Passos Coelho afirmou que as divergências com a direcção nacional “não terminam” com os resultados eleitorais mas que é importante neste momento que o partido esteja unido. Quanto à renovação da Assembleia, Passos Coelho diz que é "sempre importante" mas que não é “ingénuo” e tal não será "pacífico". "Há sempre renovação e a renovação é sempre importante. O partido não pode ficar colado ao passado. Eu já fui deputado há uns anos atrás e saí pelo meu pé quando achei que era preciso fazer outras coisas e que era preciso dar lugar a outros no Parlamento. Não creio que ninguém aqui do PSD vá ficar agarrado aos seus lugares", disse Passos Coelho. Afirmou, ainda, estar “disponível” caso a direcção nacional e Vila Real o entenda, pois só entrará como deputado por esse círculo eleitoral.
Ainda não era meia-noite quando José Pedro Aguiar-Branco desceu as escadas da sala onde decorria a reunião, para fazer o balanço do que se discutia, em conferência de imprensa. Para o PSD, três ideias ficaram das europeias: manter o rumo traçado desde o ano passado, ser a alternativa ao governo PS e seguir uma linha mais do que de “euforia” de “responsabilidade".
“Estamos perante o fim do ciclo do governo PS e afirmação do PSD como alternativa em Portugal”, afirmou Aguiar-Branco. O resultado das europeias dá ao PSD “mais do que euforia, responsabilidade” de ser o depositário da “esperança” de “milhares de portugueses”. O deputado social-democrata sublinhou ainda que a estratégia de “verdade” do PSD, iniciada há um ano, deu os seus frutos nas eleições europeias e deverá ser essa a linha a seguir nas próximas eleições, por oposição à política de “ilusão”, “promessas não cumpridas” e “marketing excessivo” do governo socialista.
O programa eleitoral do PSD está a ser delineado pelos gabinetes de estudo, sob coordenação de Sofia Galvão, Mota Pinto e António Borges, em conjunto com o fórum Portugal de Verdade, que termina a 23 de Julho e tem à frente Aguiar-Branco, além de contar com a Fundação Sá Carneiro - coordenada por Alexandre Relvas.




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