Manuel Alegre voltou a centrar o debate nas críticas a Cavaco e relembrou que "é natural que se façam críticas políticas e perguntas por vezes incómodas" mas que "fazer essas perguntas não é entrar numa campanha de baixeza" e não responder. " O que é impróprio é achar que a crítica é um insulto. O que é impróprio é não esclarecer o que deve ser esclarecido," diz o candidato.
Alegre respondia a Cavaco Silva que ontem acusou o socialista de estar numa campanha de "desepero." No almoço comício em Bragança, Manuel Alegre disse que Cavaco se está a "esquecer de que é Presidente" e que "está a ser um factor de instabilidade política" numa altura tão importante para Portugal.
Em Bragança, Manuel Alegre falou da desertificação e da solução para combater a interioridade: a regionalização. Apontando o exemplo "da vizinha Espanha" Alegre defendeu hoje que se deve fazer "uma reflexão séria e sensata sobre a regionalização".
Antes, o candidato presidencial disse que antes teve "dúvidas sobre se seria ou não uma boa solução" mas que "chegou a altura" de se começar o debate.
Embalado pelos apoios que falam que uma segunda volta é possível, Alegre disse mesmo que em "Castelo Branco esta campanha deu um extraordinário salto". Alegre falava da presença de José Sócrates no comício onde este criticou duramente Cavaco Silva.
Antes de Alegre falou o deputado do Bloco de Esquerda Jorge Costa que recordou que ontem à noite Marcelo Rebelo de Sousa deu a entender que as sondagens que tinha estavam perto de uma segunda volta. No dia em que Paulo Portas vai estar com Cavaco Silva, o bloquista recordou que esses são "esses que se vão sentar à mesa com Cavaco Silva" que são "os talibãs do neo-liberalismo".
Manuel Alegre anda hoje nos distritos e Bragança e Vila Real em campanha. De manhã visitou a Santa Casa da Misericórdia de Bragança onde esteve num lar de idosos e defendeu o Estado Social.




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