A Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) considera que o exame nacional do 9.ºano daquela disciplina que hoje se realizou foi "demasiado elementar", defendendo que após nove anos de ensino os alunos devem enfrentar um grau de exigência maior.
Num parecer emitido esta tarde, a SPM considera que "após análise ao exame do 9.º ano de Matemática concluiu que o nível geral da prova era demasiado elementar" e que "todas as perguntas" têm "um grau de dificuldade muito baixo".
"Em quase todas as perguntas, os conceitos são testados com exemplos demasiado elementares. Os cálculos são todos muito simples, a equação do segundo grau é trivial, para mais sendo fornecida a fórmula resolvente, e os exemplos de geometria são demasiado directos", exemplifica a SPM.
"Tanto professores como alunos que se empenharam durante estes anos lectivos sentem-se desacompanhados e desapoiados com esta prova", acrescenta a mesma nota, sublinhando que "o que exames deste tipo transmitem é a ideia de que não vale a pena estudar mais do que as partes triviais das matérias."
A SPM lamenta ainda que grande parte da "matéria essencial" do 9.º ano não tenha sido coberta por esta prova.
"Pode pensar-se que estas provas elementares têm a vantagem de ajudar a perceber que as questões matemáticas não são intransponíveis, mas estabelecer patamares demasiado baixos, em vez de incentivar a mais estudo, acaba por prejudicar todos", alerta.
Quase 97 mil alunos do 9.º ano realizam hoje o exame nacional de Matemática, a segunda das duas provas obrigatórias para a conclusão do ensino básico.
Lusa/FYS.




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