Acessível e fácil foram as palavras mais usadas pelos alunos do nono ano questionados pela Lusa sobre o exame de Matemática que hoje realizaram, embora alguns admitissem ter sido mais difícil do que o do ano passado.
“O exame até era fácil, não era? Era pois”, perguntava Ana Rita Coincas, de 14 anos, às suas amigas, sem esperar pela sua resposta. A aluna integrava um dos vários grupos junto ao portão da Escola Básica 2,3 André de Resende, em Évora.
Ao seu lado, Graciete Dabó, um ano mais velha, assegurou à Lusa que, apesar de ter considerado o exame de Matemática de hoje “mais acessível do que alguns testes feitos ao longo do ano”, foi “mais complicado” do que a prova nacional de 2008.
“Antes do exame, estive a fazer a prova do ano passado para treinar, com a minha mãe, e acho que o de hoje foi muito mais complicado. O de 2008 era muito fácil e este tinha mais rasteiras”, afiançou.
Perto do grupo de meninas, Pedro Nunes, de 14 anos, confessou à Lusa que, “despachados” os exames de Português e de Matemática, que lhe correram “bem”, agora já só pensa “nas férias”.
“Fui dividindo os dias, metade para Português e a outra metade para Matemática. Cheguei aos exames e foi na boa. A partir de agora são férias”, disse o jovem, ao mesmo tempo que as colegas asseguravam: “Acabou”.
Muito antes do tempo regulamentar, Fábio Sequeira já tinha concluído o exame de Matemática na Escola Secundária Abade de Baçal, em Bragança.
"Era a coisa mais fácil do mundo", atalhou Renato Pereira, antes mesmo de Fábio ter tempo de dizer que "correu bem, não era muito difícil".
Talvez por isso, Pedro Gralha, habitual aluno de "3" (na escala de um a cinco), esteve "mais tempo à espera de acabar o tempo do que a fazer o teste".
As opiniões foram unânimes entre os vários alunos daquela escola ouvidos pela Lusa, mas Diana Malhão e alguns colegas acharam que "havia apenas um exercício mais difícil, o da trigonometria", mas nenhum dos entrevistados deixou o que quer que fosse por fazer.
Todos concordam que o exame nacional foi mais fácil do que outros que fizeram ao longo do ano, por isso Diana espera poder repetir o "100" que teve num teste intermédio.
Também na Escola EB 2/3 de Santa Clara da Guarda, alguns dos 32 alunos do 9.º ano que hoje realizaram o exame nacional de Matemática disseram à Lusa que a prova “correu bem” e foi “fácil”.
Inês Melo, 16 anos, a primeira a sair da escola após o exame, disse que “era fácil e correu bem”, esperando uma nota positiva.
Já Vanessa Gonçalves, 15 anos, reconheceu que “não era muito fácil, mas fazia-se bem”.
Sandra Nascimento, 15 anos, também admitiu que a prova de hoje “correu bem”, enquanto Ana Carolina, 14 anos, que teve um três na pauta, espera “subir a nota” porque achou o exame “muito fácil”.
Quase 97 mil alunos do 9.º ano estavam inscritos para realizar hoje o exame nacional de Matemática, a segunda das duas provas obrigatórias para a conclusão do ensino básico e normalmente uma das maiores "dores de cabeça" dos estudantes.
A segunda chamada dos exames nacionais do ensino básico, só para situações excepcionais, está agendada para 25 de Junho (Língua Portuguesa), 26 (Matemática) e 13 de Julho (Português Língua Não Materna).
Valendo 30 por cento da classificação final das duas disciplinas, os exames são cotados numa escala de zero a 100, depois convertida em níveis de um a cinco.
No ano passado, 44,9 por cento dos alunos obtiveram nota negativa no exame nacional do 9.º ano de Matemática, ainda assim um resultado bastante melhor do que o verificado em 2007, quando essa percentagem se situou nos 72,2 por cento.
Lusa/RRL/HF/ASR/MLS.




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