Namorada, familiares e amigos rejeitam tese da homossexualidade

por Patrícia Cruz Almeida, Publicado em 12 de Janeiro de 2011   
Cunhado de Renato insiste que relação com Carlos Castro era "profissional". Ex-treinador recorda envolvimento com "duas raparigas"
Opções
a- / a+

"Tenho passado os dias a chorar. O mais importante para mim é saber como ele está." Isa Costa, estudante numa instituição de ensino superior em Coimbra, mantinha uma relação com Renato Seabra que se intensificou há cerca de dois meses. Conheceram-se há um ano, através do Facebook.

"Estivemos algumas vezes juntos", disse a jovem de 20 anos, que rejeita, no entanto, ter tido uma relação mais íntima com Renato. Ainda assim, jura a pés juntos que o "amigo especial" não era homossexual. "Demos alguns beijos, houve carícias. Isso não passa de um boato."

A última vez que estiveram juntos foi no dia 23 de Dezembro. "Fomos jantar e depois fomos ao cinema. Ele falou-me da viagem a Nova Iorque e disse que estaria de regresso no dia 6 de Janeiro." No entanto, a notícia que abalou o país no passado sábado deixou-a "arrasada". "Não quero acreditar."

Confirmada que está a acusação a Renato Seabra de homicídio em segundo grau pela morte do colunista social Carlos Castro, a eventual confissão do jovem deixou a família e os amigos estupefactos e incrédulos. Isa Costa continua a acreditar na inocência do "amigo especial". "Se alguma coisa aconteceu foi porque ele alucinou ou porque estava sob o efeito de estupefacientes. O Renato que eu conhecia era incapaz de fazer isto."

O sentimento é partilhado por quase toda a cidade. De tal modo que, segundo José Malta, cunhado do modelo, já corre em Cantanhede o boato de que existe um "lóbi gay para tramar o Renato". Um argumento que o familiar diz não ter qualquer fundamento.

"A relação entre o Renato e o Sr. Carlos Castro era profissional. Foi ele que contactou o meu cunhado, prometendo lançá-lo no mundo da moda, convencendo-o a acompanhá-lo em várias viagens." Ainda de acordo com José Malta, o colunista de 64 anos terá dito a Seabra para não se preocupar com as despesas, porque queria "investir" na carreira do jovem modelo, que dava os primeiros passos no mundo da moda.

"Reuniram-se em casa de Carlos Castro, em Lisboa, duas ou três vezes. Depois foram a Londres, Madrid e Nova Iorque. Existia uma relação de confiança", afirma. De tal modo que o Renato "já usava o telefone do Carlos Castro para telefonar à mãe duas e três vezes por dia. E sempre para dizer como estava a correr o trabalho", contou o farmacêutico de 30 anos.

Em declarações ao "Diário As Beiras", o antigo treinador de Renato Seabra na equipa de basquetebol da Associação Académica de Coimbra, Fernando Guimarães, subscreveu a incredulidade da população de Cantanhede face à alegada relação homossexual entre o jovem modelo e Carlos Castro. "Ele não é homossexual. De todo", garantiu o treinador, recordando que numa das deslocações da sua equipa à Madeira, Renato Seabra se "envolveu com duas raparigas em cinco dias".

"Diário As Beiras"



Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close