especialista histórias de lisboa

Armazéns do Chiado

por António Mendes Nunes, Publicado em 12 de Janeiro de 2011   
Opções
a- / a+
Antes da moda dos grandes centros comerciais, houve a moda dos grandes armazéns. Os maiores e mais antigos de Lisboa foram os Grandes Armazéns do Chiado, inaugurados em 1894 e logo remodelados em 1908, não sabemos porquê ou como. O grande incêndio de 1988 destruiu o edifício, bem como toda a zona, mas renasceu como centro comercial com forte pendente cultural.

A moda dos grandes armazéns, onde todos podiam encontrar de tudo, veio de Paris. E foram os Grandes Armazéns do Chiado os primeiros que verdadeiramente se guindaram a essa categoria. Tinham tudo o que era necessário em casa, desde linhas e agulhas até mobílias e material de jardim. Para cómodo dos clientes tinham casa de chá e restaurante.

O local onde foi construído o edifício (Rua do Carmo) tinha sido muitos séculos antes o leito de uma linha de água que ia inundar o Rossio. Era um dos dois braços de uma ribeira que descia pelo que é actualmente a Rua Garrett e se dividia em duas, sendo o outro a actual Rua Nova do Almada.

Depois houve por ali uma enorme pedreira, de onde se deve ter extraído o material para a construção dos vários conventos da zona, um dos quais foi exactamente o do Espírito Santo (construção de 1279), depois adaptado a palácio da família Barcelinhos-Ouguela, a hotel (o Universal, citado várias vezes por Eça de Queirós e onde o autor de "A Capital" jantou com os amigos em opíparas ceias, na companhia de folgazonas raparigas francesas) e, finalmente, em construção de raiz, a Grandes Armazéns do Chiado, por iniciativa do abastado proprietário Nunes dos Santos.


Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close