Guarda. Detidos por escravidão e tráfico de pessoas, droga e armas ilegais

por Augusto Freitas de Sousa , Publicado em 11 de Janeiro de 2011   
A Polícia Judiciária deteve cinco suspeitos de manterem pessoas a trabalhar contra a sua vontade na agricultura
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O modus operandi é quase sempre o mesmo nestes casos: aliciar pessoas de fracos recursos financeiros e oriundos de classes mais desfavorecidas a troco de remunerações acima da média. Terá sido assim que cinco homens, detidos no final deste ano pela Polícia Judiciária da Guarda, terão convencido sete vítimas a trabalhar na agricultura, mediante um pagamento que nunca viriam a receber.

Fonte da PJ disse ao i que a investigação resultou de uma informação de que haveria pessoas a trabalhar contra a sua vontade numa zona de antigos aviários e construções abarracadas na zona de Figueira de Castelo Rodrigo. Segundo a investigação da PJ da Guarda, os cinco suspeitos intimidavam, ameaçavam e chegavam mesmo a recorrer à violência física para manter no local as sete vítimas de escravidão.

Droga e armas Já munida de mandados de busca, a Polícia Judiciária desencadeou, com a ajuda da GNR, uma operação no local onde estavam os presumíveis autores do crime, de etnia cigana, e onde se encontravam os sete trabalhadores, alegadamente contra a sua vontade.

Durante a operação, que decorreu sem incidentes, as autoridades detiveram em flagrante delito quatro dos cinco suspeitos e apreenderam estupefacientes e armas, para as quais os detidos não tinham licença. O quinto elemento foi detido posteriormente, noutro local.

Apesar de a investigação apontar para o tráfico de pessoas e a escravidão, apenas uma das vítimas confirmou aos agentes estar naquele lugar contra a sua vontade. Os restantes não confirmaram a versão da investigação, que revelou, segundo a PJ, fortes suspeitas da prática daquele tipo de crimes.

Os detidos, com idades entre os 29 e os 44 anos, foram já presentes ao Tribunal da Comarca de Figueira de Castelo Rodrigo, tendo o juiz determinado que os suspeitos ficassem sujeitos a apresentações periódicas.

Augusto Freitas de Sousa


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