O presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) rejeitou hoje a legalização da cannabis, defendida numa petição que o movimento Marcha Global da Marijuana (MGM) quer apresentar no Parlamento em 22 de abril do próximo ano.
"Não estou nessa, francamente", comentou João Goulão, lembrando o "movimento exatamente inverso" relativamente ao consumo do tabaco.
Em declarações à agência Lusa, o presidente do IDT disse ser "adequado" o quadro legal atual, que descriminaliza o consumo de todo o tipo de drogas, penalizando-o apenas em sede contraordenacional.
"Existem dependências grandes de drogas ditas leves e consumos ligeiros de drogas ditas duras", sublinhou, considerando, por isso, que "faz cada vez menos sentido a distinção entre drogas leves e duras".
Conforme afirmou, 10 por cento dos toxicodependentes que pedem ajuda às estruturas do IDT, fazem-no devido ao consumo de cannabis.
"Também não me parece que uma questão desses de deva discutir ao nível de um país, mas a um nível, se não global, pelo menos europeu", preconizou.
No texto da petição que pretende apresentar ao Parlamento, o movimento MGM sugere que a venda seja interdita a menores de 18 anos e que a venda seja permitia apenas "em locais devidamente regulamentados e fiscalizados, sendo os produtos aí comercializados sujeitos a controlo de qualidade" e a impostos similares ao do tabaco.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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