Defensor ataca Cavaco: "Favorece amigos e correligionários"
por Liliana Valente, Publicado em 23 de Dezembro de 2010
Cavaco afasta-se do BPN e responde: "Para serem mais honestos que eu têm de nascer duas vezes"
Cavaco encontrou ontem um adversário ao ataque: do primeiro ao último minuto, Defensor Moura não poupou críticas ao actual Presidente da República e recandidato ao cargo: "Não tem isenção, favorece amigos e correligionários. Não foi leal com Fernando Nogueira e com Santana Lopes e mesmo em várias atitudes com o governo", acusou o candidato da esfera socialista. "Não tem cultura política e não conhece a história de Portugal", continuou.
Durante todo o debate, Defensor Moura não deu descanso às críticas e levou mesmo Cavaco a utilizar expressões não usuais: "É mentira", disse por diversas vezes, defendendo-se das acusações do ex-presidente da Câmara de Viana do Castelo. O candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS recusou ainda as ligações ao BPN e fez um apelo à honestidade: "Não sei se estas pessoas que estão a fazer a campanha são honestas. Mas de uma coisa sei: para serem mais honesto do que eu têm de nascer duas vezes." Cavaco diz-se vítima de uma "campanha desonesta e suja" mas, relembra: essas acções "não pegam comigo".
Ao longo do debate, Cavaco pediu para se falar das ideias para "o futuro" e defendeu que o país "precisa de alguém com experiência e conhecimentos para ajudar a resolver os problemas". Mas Defensor tinha preparado um dossiê de acusações entre elas um alegado favorecimento à fadista Kátia Guerreiro, que foi mandatária do Presidente nas últimas eleições. Cavaco recusou responder à acusação: "O senhor não merece mais respostas da minha parte."
Os ataques a Cavaco levaram os apoiantes a desdobrar-se em apoios nas redes sociais onde relembram, por exemplo, "duas atitudes antagónicas" entre os dois candidatos.
Regionalização No plano das ideias, o Presidente da República lembrou que para se partir para a regionalização deve cumprir-se a Constituição, ou seja, Cavaco relembrou a necessidade de haver um referendo e que o tema seja "aceite pela maioria dos portugueses". No debate aceso de ontem à noite, ainda houve tempo para uma gaffe de Cavaco quando disse: "Serei sempre um Presidente acima dos portugueses." Liliana Valente
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