Cavaco Silva garantiu hoje que se for reeleito será um Presidente da República "ativo e dinâmico" mas simultaneamente "prudente", considerando que um PR não pode ter "uma interpretação emotiva, passional e desrazoável" do cargo que ocupa.
"É essencial que um Presidente da República faça uma leitura adequada dos poderes que a Constituição lhe atribui. Não pode permitir que as suas competências sejam postas em causa por outros órgãos de soberania, ameaçando o delicado equilíbrio de poderes inscrito na nossa Lei Fundamental", defendeu, na cerimónia de apresentação do seu manifesto eleitoral.
Mas, ao mesmo tempo, disse ainda, "não é admissível que, no contexto de uma democracia consolidada, um Presidente da República proceda a uma interpretação emotiva, passional e desrazoável do lugar que lhe compete no sistema de governo" português.
"Um Presidente da República não é responsável pela governação do País, mas também não é uma figura meramente decorativa ou simbólica. É, desde logo, o garante da independência nacional, da unidade do Estado e do regular funcionamento das instituições", sublinhou.
Cavaco Silva defendeu que o PR "exerce um papel fundamental na representação da República, pelo que deve estabelecer uma relação de proximidade fraterna com as comunidades portuguesas no estrangeiro e partilhar as grandes linhas de orientação da política externa, de modo a que Portugal atue a uma só voz" na cena internacional.
"O primeiro e mais decisivo vetor da nossa credibilidade externa é o desempenho do País no plano interno, seja no domínio da economia e das finanças, seja no domínio do funcionamento das instituições. Não há credibilidade externa que resista a um mau desempenho interno. Por isso, a representação da República deve assentar numa magistratura presidencial marcada pela responsabilidade e pela credibilidade", alertou.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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