O candidato à Presidência da República apoiado pelo Partido Comunista Português (PCP), Francisco Lopes, considerou hoje à Lusa que "o atual Presidente da República é um dos principais responsáveis pela crise que afeta Portugal".
Segundo Francisco Lopes, durante mais de uma década "Cavaco Silva tem seguido uma politica de abdicação dos interesses nacionais e destruição da produção nacional", por isso "o atual Presidente da República é um péssimo presidente para Portugal", até porque "o rumo do país é o reflexo de uma opção política de Cavaco Silva de servir grandes grupos económicos e financeiros, política essa que empobrece o povo e o país".
À semelhança da candidatura de Cavaco Silva, o candidato pelo PCP considera que "as outras candidaturas representam, da mesma forma, uma continuidade do afundamento do país".
Por isso, "a minha candidatura é uma candidatura de mudança e rutura à atual situação de Portugal que zela pelas necessidades dos portugueses", referiu Francisco Lopes.
Relativamente à aprovação do Orçamento do Estado (OE) para 2011, Francisco Lopes considera este orçamento como "desastroso" e de "injustiça social". Por isso, salientou, "este orçamento não é uma resposta eficaz para o país, pois é gerador de maior pobreza e desigualdades sociais".
"O povo português é que fica a perder com o roubo nos salários, aumento do IVA e redução do poder de compra", frisou Francisco Lopes.
Segundo o candidato do PCP, a indignação do povo português perante a "situação em que está mergulhada o país" foi visível na greve geral de 24 de novembro que foi "um grande êxito". Acreditando que "todas as formas de luta são necessárias para mostrar o descontentamento dos trabalhadores", Francisco Lopes é crítico quanto à intenção por parte do Governo de "agregar" a Agência Lusa e a RTP, considerando que o Governo "não tem em conta os direitos dos trabalhadores envolvidos".
"O papel de uma agência noticiosa impõe que não seja submetida a nenhum outro órgão de comunicação social, visto que tem um perfil e identidade própria", daí ser necessário que o Governo esclareça quais são os objetivos que estão "por detrás" da fusão da Agência Lusa com a RTP.
Na corrida às eleições presidenciais de 23 de janeiro, para além de Francisco Lopes, com o apoio do PCP, concorrem Cavaco Silva, que se recandidata para um segundo mandato, com o apoio do PSD e CDS/PP, Manuel Alegre, apoiado pelo Partido Socialista e Bloco de Esquerda, o independente Fernando Nobre e o deputado socialista Defensor de Moura.




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