A China manifestou-se hoje "preocupada" com as manobras militares planeadas pelos Estados Unidos e Coreia do Sul, a partir de domingo, na sequência do bombardeamento da artilharia norte-coreana contra uma ilha sul-coreana, que causou quatro mortos.
"Opomo-nos a qualquer ação que prejudique a paz e estabilidade na península coreana", disse um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hong Lei.
Segundo fontes norte-americanas, os exercícios navais conjuntos com as forças sul-coreanas já estavam programados antes dos confrontos de há dois dias, mas a coincidência é vista em Pequim como um fator suscetível de agravar a tensão na região.
O duelo de artilharia registado na terça-feira entre as duas Coreias foi considerado o mais violento incidente do género desde o final da Guerra da Coreia, em 1953.
Obuses norte-coreanos atingiram a ilha de Yeonpyeong, na costa ocidental da península coreana, matando dois fuzileiros sul-coreanos e dois civis.
O Governo norte-coreano disse que o ataque foi "uma decidida resposta a provocações militares" da Coreia do Sul.
O Ministério da Defesa sul-coreano afirmou que o ataque partiu do Norte e que as suas forças se limitaram a ripostar.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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