E se o Facebook provocar ataques de asma?
por Marta F. Reis , Publicado em 19 de Novembro de 2010
É mais uma teoria da conspiração. Deprimidos, fiquem longe das redes sociais, aconselham médicos italianos
É uma tese com contornos de teoria da conspiração, como vem sendo comum na era das redes sociais. Mas desta vez quem tem o amplificador é a "Lancet", uma das mais prestigiadas revistas médicas do mundo. Cinco médicos italianos relatam na edição desta semana o caso de um jovem de 18 anos que só deixou de ter ataque de asmas depois de cortar relações com o Facebook.
A história tem o seu quê de insólito: o rapaz asmático acaba com a namorada. Ela "desamiga-o" no Facebook, e adiciona novos amigos. Com um perfil falso, o jovem em questão volta a fazer parte do grupo de amigos da ex, mas sempre que olhava para a fotografia dela os ataques de asma agravavam-se.
A equipa do hospital Cardarelli, em Nápoles, pediu à mãe que vigiasse o filho durante semanas e foi possível perceber que quando ele não estava ligado, os ataques eram 20% menos frequentes. Sem outros factores ambientais ou fisiológicos para explicar a correlação, os especialistas viraram-se para o Facebook.
"O caso sugere que o Facebook, e as redes sociais no geral, podem ser uma nova fonte de stresse psicológico, representando um factor de risco nos indivíduos asmáticos deprimidos." O caso foi publicado na secção de correspondência da revista, pelo que não se trata de um artigo científico. Fica contudo o alerta: quando se está mais em baixo, as redes sociais devem passar a fazer parte das listas de actividades a evitar, pelo risco acrescido que demonstram para os asmáticos. Em Portugal, um milhão de pessoas sofrem de asma, sobretudo jovens. Marta F. Reis
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