No bairro de Waverley, zona de advogados, médicos e políticos, mansões e muros altos com cercas eléctricas tomam conta do cenário. Em todas as casas, uma mesma placa: "Resposta armada".
"Há cinco ou seis anos eram raros os negros nesse bairro", lembrou a sul-africana Izete, loira, residente em Waverley.
O bairro em redor do estádio Free State, onde o Brasil jogará na estreia, é assim: há pessoas (a maioria negra) pedindo esmolas pelas ruas, mas as casas são confortáveis, existem dois centros-comerciais e várias pousadas. Pelo menos 30% seriam de pobres, como os meninos de Sejake que sonham ser Robinho. E apenas 20% de ricos.
Poucas ruas depois de Waverley, há um bairro de classe média baixa. Casas antigas, famílias nas calçadas, crianças nas ruas. Não há placas de segurança. Ou melhor, segurança armada: "Cuidado, resposta canina", dizia uma delas, com a foto de um cachorro bravo.




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