Religião
Passadeira que o Papa pisou está à venda na internet por cinco mil euros
por Rosa Ramos, Publicado em 12 de Novembro de 2010
O anunciante, que diz que o objectivo "não é fazer lucro", ainda não recebeu nenhuma proposta de compra
À primeira vista, é uma passadeira como outra qualquer. Tem 1,5 por 20 metros, é vermelha e tem sido bem tratada, garante o anunciante. A passadeira que o Papa Bento XVI pisou quando chegou a Vila Nova de Gaia, em Maio, está à venda na internet desde anteontem. Um negócio que pode parecer apetecível para os mais devotos, mas que não será para todas as bolsas: o tapete vermelho custa cinco mil euros.
O proprietário, que se identifica como José Augusto, garante que a passadeira foi guardada "num local fresco e seco, protegida de qualquer agressão climática" e jura que é a mesma que esteve "no heliporto onde o Bento XVI aterrou". Só resolveu pô-la à venda meio ano depois, contou ao i, "porque calhou em conversa com amigos". O objectivo maior da venda, diz, "não é fazer lucro". De tal forma que, se não conseguir vendê-la, irá doá-la a "a uma instituição social ou mesmo a uma igreja".
Dois dias depois de o anúncio estar na internet, ainda ninguém se mostrou interessado na compra - a primeira chamada que José Augusto recebeu foi a do i. "O que é natural, porque não se trata de um objecto corriqueiro, que possa ter uma utilidade imediata, até devido às suas dimensões", justifica. Nada que apoquente o anunciante: "Se surgir alguém será óptimo, mas ter posto o anúncio foi mais uma brincadeira do que outra coisa qualquer", garante. A passadeira vermelha que deu as boas-vindas ao Papa no Porto foi emprestada ao Regimento de Artilharia da Serra do Pilar por uma instituição e devolvida pelos militares logo a seguir.
E as probabilidades de os mais católicos conseguirem um objecto em que Bento XVI tenha tocado podem muito bem resumir-se a esta oportunidade. O altar e as cadeiras da missa nos Aliados foram cedidos à Casa Diocesana de Vilar. Em Lisboa, o altar da missa no Terreiro do Paço - que foi usado recentemente para um evento dos jesuítas em Cernache (Coimbra) - está desmontado num armazém em Sacavém, à espera de ornamentar a igreja de S. Brás, na Amadora, que ainda está em construção. Os paramentos foram oferecidos aos padres que participaram nas missas e os cálices eram da diocese. "Foi tudo reaproveitado", garantiu ao i D. Carlos Azevedo, o bispo-auxiliar de Lisboa. Rosa Ramos
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