O movimento nas urnas do Rio de Janeiro está a ser intenso, mas apesar da grande circulação de eleitores a votação de hoje para a presidência da República brasileira está a decorrer de forma tranquila e rápida.
Na maior secção eleitoral do bairro de Copacabana, onde votam cerca de oito mil eleitores, o promotor da 5.ª Zona Eleitoral, Paulo de Araújo, disse à Lusa que poucas ocorrências devem acontecer durante o dia.
“Aqui são 19 secções eleitorais, cerca de 500 pessoas votam por cada secção. A expetativa é de um dia bem mais tranquilo nesta na segunda volta para Presidente”, afirmou.
Segundo o promotor, cada eleitor está a levar entre 15 e 20 segundos para votar nesta segunda volta das presidências, disputada entre Dilma Rousseff, do partido no poder, e o opositor José Serra.
“São dois dígitos e a tecla de confirmação. São três botões que o eleitor aperta”, explicou.
O estudante carioca de 22 anos, Albert Fraga, elogiou o processo eleitoral brasileiro.
“É bem otimizado, quase não tem fila, a pessoa vota rapidinho. Agora foi só para Presidente, foi tranquilo”, afirmou.
Para ele, a vitória vai para a candidata do Partido dos Trabalhadores (PT), Dilma Rousseff. “Acredito que o Brasil vai mudar muito e melhorar ainda mais”.
Para Marinete Neves, de 68 anos, a votação foi “ótima e rápida”. Disse já estar habituada e não teve problema com a urna eletrónica.
“Vamos ver quem será [o novo Presidente eleito]. Estou na expetativa”, disse.
Já o famoso sambista conhecido como Neguinho, da Beija-flor que votou hoje em Copacabana, foi decidido com a escolha para Presidente.
“Foi super rápido, não demorei nem 30 segundos. Só marcar o número, o confirma e já foi. Vim decidido, vim de Dilma. A expetativa está maravilhosa, ela dificilmente perde essa eleição. Já se pode considerar como a nossa presidente”.
Já num outro posto de votação, também em Copacabana, um eleitor de 66 anos com necessidades especiais recebeu apoio dos supervisores eleitorais.
Segundo afirmou à Lusa Lourenço Costa Alves, votou “rapidamente, não passou nem um minuto”.
Afirma que pretende continuar a votar mesmo depois de completar os 70 anos, idade máxima em que o voto é obrigatório no Brasil.
Para Lourenço, o que vale é a “força de vontade”.
Neste domingo, cerca de 135 milhões de eleitores brasileiros está habilitados a votar na segunda volta das eleições.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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