Candidatura de Fernando Nobre admite um mês de atraso na renda mas repudia "ataque gratuito"

por i com Agência Lusa, Publicado em 31 de Outubro de 2010   
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A candidatura presidencial de Fernando Nobre reconheceu hoje o “atraso de um mês” de renda da sede, cujo pagamento afirma estar a ser negociado com o senhorio, a quem acusa de promover “um ataque gratuito” contra o candidato.

Em comunicado enviado à Agência Lusa, a candidatura de Fernando Nobre afirma-se prejudicada por um “diferendo contratual” relacionado com o número de metros quadrados ocupáveis da sede nacional.

A candidatura referiu que na passada sexta-feira se reuniu com o senhorio e que ficou combinado que iria “proceder a novos pagamentos”, apesar “de faltar a urgente e necessária retificação do contrato”.

“Estamos a falar de um mês de atraso”, referiu a candidatura.

Assim, insurge-se contra as declarações do senhorio à estação de televisão SIC feitas no sábado, que acusa de visarem “atacar e denegrir a candidatura”.

A SIC noticiou que a empresa que arrendou a sede da candidatura de Fernando Nobre à Presidência da República reclama o pagamento de mais de cem mil euros de rendas em atraso, admitindo avançar com uma ordem de despejo.

Uma vez que “não tem receitas nem é uma empresa comercial” e “vive exclusivamente dos donativos”, tal pode “implicar um atraso num pagamento”, admite a candidatura, que invoca “a honestidade e o percurso do doutor Fernando Nobre” para garantir que a situação seria sempre regularizada.

“O senhorio sabe muito bem, que o carácter, a honestidade e o percurso do doutor Fernando Nobre, eram razões mais que suficientes para ter a certeza que nada lhe seria deixado de pagar”, afirma.

A candidatura disse estranhar as queixas públicas do senhorio por, “na sexta-feira, dia 29 outubro”, ter “ficado combinado que apesar de faltar a urgente e necessária retificação do contrato, a candidatura ia, dia 2 de novembro [terça-feira], proceder a novos pagamentos”.

Para a candidatura de Fernando Nobre, “é óbvio” que “do que se trata não é de pagamentos em falta”, mas sim de “denegrir a candidatura” e afirma que “vai constituir advogado de modo a exercer os direitos que a lei lhe confere”.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***



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