Passos Coelho admite viabilizar Orçamento do Estado

por Sónia Cerdeira, Publicado em 29 de Outubro de 2010   
Apesar de deixar a porta aberta para a viabilização, Passos Coelho garante ter um “plano B” para o país
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O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, deu hoje um passo em frente para a viabilização do Orçamento do Estado para 2011. “Temos noção de que a aprovação e viabilização do Orçamento não é mais que um pequeníssimo primeiro degrau de toda a escalada que vamos ter de fazer daqui para a frente para evitarmos problemas maiores”, afirmou hoje numa conferência de imprensa realizada pelo “Diário Económico”.
A porta para a viabilização “está aberta” mas mesmo que não houvesse Orçamento existe um “plano B”. “Imaginou que não tivesse um plano B? Acha que o país acabava? OS portugueses iam ficar sem soluções?”, questionou Passos.

Passos Coelho confirmou que recebeu ontem “indicações do lado do governo que indiciavam disponibilidade para reavaliar a sua posição”, apesar de ter dito que o governo não falou consigo directamente.

O líder dos sociais-democratas garante que a negociação com o governo não é “um joguinho político” e lamenta não ter chegado a acordo: “Não se tratam de joguinhos de partidarite que devem muito pouco democracia. Não podemos ser criticados por negociar e depois criticados por não chegar a acordo. Lamento que não tenhamos chegado a um acordo.”

Apesar do passo em frente para a viabilização, o líder social-democrata voltou a reafirmar o que o secretário-geral do partido, Miguel Relvas, disse ontem: “É público que o PSD deixou a porta aberta para que ainda fosse possível chegar a um entendimento caso o governo reavaliasse a posição. Se acontecer avaliaremos o que o governo venha propor”.

Passos Coelho espera que “o governo possa vir ao encontro dos nossos pressupostos” para o PSD dar o aval ao Orçamento, admitindo que é um “mau Orçamento”. 

O líder laranja respondeu também a Manuela Ferreira Leite e outros dentro do PSD que consideravam que o Orçamento devia ser viabilizado sem negociação, em nome do “interesse nacional”: “Se tivesse dito que viabilizávamos sem o ver - houve quem tivesse defendido isso - teria permitido ao governo apresentar o Orçamento que entendesse porque ele estava garantido.”



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