O presidente venezuelano Hugo Chávez elogiou hoje o "grande contributo de Portugal para o desenvolvimento do mundo" em termos de energias renováveis, considerando "impressionante" que elas produzam mais de 60 por cento da eletricidade nacional.
"Este tipo de energia é o futuro. Algum dia há de acabar o petróleo neste planeta -- esperemos que em 3500 --, mas algum dia há de acabar. Temos de começar a preparar-nos para a era pós-petrolífera", disse, numa visita à fábrica de torres eólicas da Enercom, em Viana do Castelo.
Hugo Chávez considerou que o esforço que Portugal tem feito nessa área "é um avanço para o bem não só do país mas de todo o mundo".
O presidente venezuelano considerou "impressionante ver como Portugal gera mais de 60 por cento da sua eletricidade" de fontes eólicas, solares e hídricas.
O primeiro ministro português explicou a Hugo Chávez que Portugal está "no lote dos países do mundo com mais energias renováveis".
José Sócrates sublinhou a rapidez com que a produção de energia eólica pode ser instalada no terreno, lembrando que há apenas quatro anos "nada disto existia".
"Uma revolução", disse, lembrando que ela abrangeu não só a produção de energia eólica, como o próprio fabrico das torres e geradores necessários.
Hugo Chávez lembrou que no Caribe existe "o melhor sol do mundo todo o ano", mas lamentou que a energia solar seja ainda tão cara, manifestando a esperança de que a tecnologia a torne mais barata no futuro.
A Venezuela tem neste momento, segundo o seu presidente, estudos em curso para a implantação de produção de energia eólica em quatro pontos do país.
À entrada da fábrica, frente à placa da sua inauguração, descerrada há três anos, Hugo Chávez questionou Sócrates sobre onde estarão os dois dentro de 20 anos: "Não sei se tens planos para te retirares da política entretanto", disse, rindo-se.
"Tenho, tenho", respondeu o primeiro ministro português, também rindo.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico. ***




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