O Ministro das Finanças considera que se Portugal não fizer o ajustamento orçamental necessário e reduzir o défice "o que nos resta de financiamento acaba." Este sábado, em entrevista à SIC, Teixeira dos Santos repetiu várias vezes a ideia de que a proposta de Orçamento do Estado do governo vai permitir que o país continue a respirar e que o contrário será como "cortar o oxigénio" à economia.
"Todos temos de ter consciência que vivemos um momento que exige clarividência, determinação e coragem", disse num claro recado à oposição e questionado sobre a possibilidade de ir bater à porta do Fundo Europeu de Estabilização Financeira ou do FMI se o documento for chumbado, respondeu que "não vamos precisar de lhes bater à porta, eles vão vir cá."
Para o Ministro, "não é possível nem exequível cortar mais despesas e precisamos de receitas." Só com o aumento do IVA de 21 para 23 por cento, o governo estima arrecadar mais mil milhões de euros em 2011.
Sobre as grandes obras públicas, Teixeira dos Santos deixou uma dúvida no ar. Apesar de garantir que "o TGV não afecta as previsões orçamentais do próximo ano", também frisou que "o evoluir desses projectos vai depender das condições de financiamento."
Sublinhando que "o Estado não pode despedir", o Ministro reconheceu no entanto que se das reestruturações do aparelho do estado - com a fusão ou extinção de vário organismo públicos - "resultar economias de pessoal usaremos os mecanismos previstos na lei", numa alusão ao Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE) que prevê a existência de quadros de disponíveis.




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