Investigação
Genética portuguesa contra a crise
por Marta F. Reis , Publicado em 16 de Outubro de 2010
O melhor ano de facturação? 2010. CGC Genetics lança teste inovador de rastreio do cancro do cólon
No laboratório do CCG Genetics, no Porto, há mensagens nas portas para manter o espírito elevado: "Better is possible." Esta semana o centro de genética clínica - o primeiro privado do país, criado em 1994 - lançou em Portugal um teste inédito na Península Ibérica para rastreio do cancro do cólon. Purificação Tavares, especialista em genética clínica, explica que o teste vai permitir direccionar os doentes para tratamentos precoces. A análise permite detectar um gene associado a 90% dos casos de cancro do cólon. O teste dá indicações de que a pessoa vai ter cancro do cólon com uma probabilidade de 50%, 70% ou 90%. "A colonoscopia não é rastreio, diz se a pessoa está ou não doente. Este teste é de rastreio para 90% da população que não faz nada", diz a directora do CGC. Todos os anos são detectados 7 mil casos novos de cancro do cólon em Portugal. Estima-se que só 10% da população a partir dos 50 anos faça o rastreio tradicional através de pesquisa de sangue nas fezes. Nesta fase, o CGC Genetics está a negociar a introdução do teste nos hospitais e clínicas do país com quem já trabalha. O preço base é de 200 euros.
corda na garganta A última inovação do GCG, que já está a ser comercializada em Espanha, junta-se a um pacote de testes de rastreio genético para tromboembolismos, que nas mulheres medem por exemplo o risco de tomar a pílula, perturbações metabólicas ou displasias. O salto do laboratório aconteceu em 2009, quando comprou 70% de dois laboratórios em Espanha e abriram um escritório nos EUA associado à Universidade de Medicina de Nova Jérsia. "Quando pensámos em exportar ainda não havia esta crise, e depois nesta área inova-se e vai-se para a frente ou então desinveste-se", diz Purificação Tavares, a quem a corda na garganta faz desdobrar-se em palestras e apresentações dentro e fora do país.
A CCG está confiante que 2010 será um ano recorde em facturação: 5 milhões de euros. Parte do sucesso está nas parcerias com hospitais na América Latina e do Médio Oriente (Jordânia, Irão e Arábia Saudita), de onde todas as semanas chegam amostras de ADN para análise.
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.
Artigo: Genética portuguesa contra a crise
Actividade em ionline