Almeida Santos pede ao PSD que viabilize OE "por razões patrióticas"

Publicado em 29 de Setembro de 2010   
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O presidente do PS, Almeida Santos, elogiou esta noite a coragem do governo por ter tomado "medidas impopularíssimas" para travar a crise financeira e assumir o compromisso de baixar o défice orçamental. "Tinha de ser", disse várias vezes aos jornalistas à entrada para a reunião do secretariado nacional do PS. E quanto ao possível chumbo do orçamento por parte do PSD - que já disse não aceitar este novo aumento de impostos - o presidente socialista foi taxativo: "O PSD não fica de mãos atadas. Não se pede ao PSD que concorde com estas medidas: pede-se que viabilize o orçamento por razões patrióticas".
 
Confrontado com as exigências da oposição de cortar na despesa do Estado para evitar novos aumentos de impostos, Almeida Santos explicou o porquê das opções do governo: "A despesa não tem grande margem para ser cortada além disto. O problema é esse. Se a oposição acha que a redução da despesa não chega, pois que diga qual é que falta".
 
Sobre a provável contestação social a estas novas medidas de austeridade, Almeida Santos diz que "o povo sofre as crises como o governo as sofre." Já relativamente ao FMI, e questionado sobre se estas medidas serão suficientes para afastar o espectro de intervenção do Fundo Monetário Internacional no nosso país, o presidente do PS revelou-se optimista. "Espero que sim, que afaste. Mas se não afastar o FMI também não é a morte. Eu não gosto do FMI mas ele já nos salvou duas vezes", referiu.


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