Cidade

Carro vs. B'ina. Suar em Lisboa ou desesperar no trânsito?

Publicado em 30 de Setembro de 2010   
Dois jornalistas do i fizeram o mesmo percurso, mas um foi de carro e o outro nas novas bicicletas da EMEL. Veja ao lado o percurso e o tempo demorado por cada um deles
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Que Lisboa não é uma cidade amiga das bicicletas já todos sabemos. Ainda assim decidimos experimentar o novo serviço da EMEL (B''ina), a empresa de estacionamento da capital, que propõe aos seus clientes deixar o carro num dos seis parques aderentes (ver caixa) e seguir para o trabalho de bicicleta.

Fizemos um teste comparativo, recorrendo à bicicleta e ao carro, e simulámos vários percursos que obrigavam a deslocarmo-nos a diferentes serviços - dos correios à loja do cidadão, passando pelo levantamento de roupas ou bilhetes para o teatro. E não foi preciso pedalar muito para chegar à conclusão de que a bicicleta, embora com todas as vantagens que oferece em termos ambientais, dificilmente se adapta à rotina de uma cidade. Sobretudo se acontecer como aos dois repórteres do i, que tiveram de andar a correr para o mecânico, depois de alugar uma bicicleta com os pneus totalmente vazios.

O projecto é recente - foi lançado a 1 de Setembro, mas o serviço não está disponível a qualquer pessoa. Para se alugar uma B'ina é necessário ser um assinante mensal dos parques da empresa, apesar da publicidade da EMEL não referir o assunto. Além da bicicleta, o serviço contempla ainda o capacete e um colete reflector.

Embora as bicicletas não sejam leves - pesam dez quilos - são totalmente desmontáveis, o que permite o seu transporte de metro ou eléctrico. Uma coisa é certa: se não for por lazer, é melhor ter espírito de sacrifício antes de alugar uma B'ina.


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