O Partido Socialista deu hoje um novo passo para um entendimento com os partidos da oposição para viabilizar o Orçamento do Estado para 2011. "Temos de reduzir a despesa pública. É por aí que devemos começar", disse hoje Francisco Assis, indo assim ao encontro dos pedidos do PSD e do CDS. E questionado sobre as notícias que dão conta da inevitabilidade de novos impostos, líder parlamentar do PS considerou que essa "é uma má forma de conduzir a discussão".
O aumento da receita será pensado depois", defendeu Assis à saída da audiência do PS com Cavaco Silva, recusando explicar de forma directa se o governo tenciona, ou não aumentar impostos em 2011. "Ninguém deve ficar prisioneiro de afirmações demasiado definitivas", justificou, não descartando assim o cenário de nova subida no IVA.
O líder parlamentar socialista reiterou que o PS "está empenhado em negociar de forma aberta" com a oposição e que o governo "tem a consciência das consequências dramáticas para o país da não aprovação do Orçamento". E tendo em conta os "compromisso de redução do défice assumido" por Portugal na Comissão Europeia, Assis assume que "não será um Orçamento qualquer" que permitirá alcançar os objectivos a que o governo se propôs.
"Temos de garantir a concretização dos nossos compromissos e baixar o défice como assumimos. E para isso a oposição também precisa de assumir as suas responsabilidades. O governo tem uma responsabilidade acrescida, mas a responsabilidade política não é um monopólio de quem governa", apelou Francisco Assis.




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