“A questão de treinar a selecção tem contornos diferentes. Há um tipo de trabalho que é diferente, que passa por muita observação e planeamento. Há muito pouco tempo para o treino e para a gestão do treino. O tempo para fazer passar a mensagem e definir a estratégia é mais reduzido”
“Os jogadores jogam nos seus clubes em vários sistemas, pelo menos nos dois mais usuais, e com um método de jogo diferente. O que temos de fazer da selecção é criar algumas ideias para uma forma e uma maneira de jogar e adaptarmos, naturalmente, também uma estratégia em função do adversário que temos encontrar. O tempo escasseia, é muito pouco tempo para preparar uma equipa”
“Não sei qual é o perfil que se pode traçar para ser seleccionador. Há quem diga que tem a ver com a idade. Se tem 60, está maduro mas já não está motivado. Se tem 40, está motivado mas já não está maduro. Depois é o currículo e a experiência. Eu admito que tenho pouco. Tenho pouco currículo, mas tenho. Há treinadores que foram seleccionadores sem experiência: Marco Van Basten, Rijkaard… e depois há outros muito jovens a quem reconhecemos competência, como André Villas-Boas, Domingos… “
“Não sei se sou o seleccionador mais novo. Acho que não sou o seleccionador mais novo. Acredito na minha competência, nas pessoas que me rodeia e, acima de tudo, no talento e na qualidade dos meus jogadores. Acredito que vamos chegar ao Euro-2012”
“Chego ao cargo de maior prestígio em termos internacionais. As oportunidades acontecem e ou aproveitamos ou deixamo-los passar. Se me pergunta se há cinco, seis meses pensaria ser seleccionador nacional, possivelmente digo-lhe que não. Apareceu a oportunidade, aqui estou e estou realmente num cargo de grande prestígio, que me orgulha muito e que me satisfaz, especialmente se alcançar os objectivos a que todos nos propomos”
"Vi muito futebol. Em casa, não fui ao estádio porque acreditei que não o devia fazer. Mas vi alguns jogos no estrangeiro também e aprendi e evoluí mais"
"Uma das prioridades é estabelecer um contacto de proximidade com os clubes, que naturalmente passará pelos seus treinadores. Tentar estabelecer de alguma forma contactos com outros responsáveis da área do treino dos clubes para que o jogador não perca muitos hábitos na selecção daquilo que faz no clube. Existe na minha cabeça uma base de jogadores que podem ser seleccionáveis para a próxima jornada. Alguns deles vocês vão ver quando for a pré-convocatória. Agora, quem vai estar na convocatória não vão ser só esses que vão estar na base de dados de jogadores da selecção. Há algumas posições que podemos ter mais dificuldades, não tanto no momento mas um pouco mais para a frente. Será uma coisa para avaliar, com tranquilidade, e fazê-lo sem precipitações"
"Penso em soluções. É o que penso e é a minha obrigação"
"Há comparação com o Sporting pelo momento. Quando entrei no Sporting, que era uma equipa que em jogos oficiais tinha mais derrotas do que vitórias, o que acaba sempre por ser um trauma para os jogadores, estava fora da Europa e sobrava o campeonato e a Taça de Portugal. Mas havia 27 jogos para fazer, havia um trabalho diário com os jogadores a partir de determinado momento. A selecção tem seis jogos para fazer. A selecção não depende dela para ser primeira"
"Não gosto de dividir, nem divido, os treinadores em aqueles que vêm da via teórica ou os que vêm da via prática. O que os divide é a competência. Ter passado pela selecção enquanto jogador pode fazer com que comunique e transmite algumas coisas aos jogadores. O desejo de representar a selecção nacional, o desejo de estar presente nas convocatórias, tem de ser maior colectivamente do que qualquer desejo individual. O que é importante é que a equipa ganhe. É completamente proibido, neste contexto, pensar individualmente"
"A convocatória dos jogadores será comunicada em conferência de imprensa"
"Espero que no Dragão já se possa mostrar a empatia entre o público e a selecção"
"Por último, queria deixar bem clara uma coisa. Não escondo que o momento é difícil, mas tudo aquilo que acontecer daqui para a frente de negativo, a responsabilidade é do seleccionador nacional. Não acredito que aconteça, mas é futebol, é um jogo e pode acontecer. E a responsabilidade é do seleccionador nacional. Se acontecer aquilo que eu prevejo, não se esqueçam de elogiar os jogadores que merecem"




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