Biblioteca Nacional: Inês de Medeiros nomeada relatora da petição contra fecho temporário

por i com Agência Lusa, Publicado em 15 de Setembro de 2010   
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 A Comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República nomeou hoje a deputada socialista Inês de Medeiros relatora da petição contra o encerramento da Biblioteca Nacional (BN) por um período de 10 meses.

A petição com cerca de 3700 assinaturas contra o plano de encerramento da Biblioteca Nacional tinha sido entregue em junho ao diretor da instituição, à Assembleia da República, ao Presidente da República e à ministra da Cultura.

Hoje, durante uma reunião ordinária da Comissão de Ética, Sociedade e Cultura, os deputados votaram a favor da admissibilidade da petição com o número 82 e nomearam como relator a deputada do PS.

"Vou fazer um relatório sobre a petição que será depois discutido na comissão", indicou Inês de Medeiros à agência Lusa sobre os próximos passos do processo no parlamento.

Os peticionários "Solicitam que o encerramento para obras da Biblioteca Nacional de Portugal seja adiado, de modo a que o aviso desse encerramento seja feito com pelo menos um ano de antecedência, para permitir planear o trabalho das várias partes envolvidas (universidades, instituições de financiamento, estudantes, investigadores)".

A petição surgiu na sequência da direção da BN ter anunciado que os serviços de Leitura Geral da instituição estarão encerrados de 15 de novembro de 2010 a 01 de setembro de 2011 e os Reservados de 01 de abril deste ano a 01 de setembro de 2011.

Os subscritores do documento pretendem que a BN reconsidere o plano de transferência e sugerem que o encerramento ocorra depois de junho de 2011.

Sugerem ainda que os trabalhos sejam faseados, a fim de reduzir o tempo de fecho daqueles dois núcleos, explicou na altura à agência Lusa um dos peticionários, o investigador Miguel Metelo de Seixas.

“Não nos opomos à necessidade de recuperação da torre velha e à construção de uma nova, por representar um inequívoco benefício para a BN, mas sim que o espólio seja transferido de forma faseada e não na totalidade como está previsto", defendeu Miguel Metelo de Seixas.

Na altura a Lusa ouviu também a subdiretora da BN que considerou aquele documento “simplista”, referindo que fazia passar a ideia de que a remodelação fora “planeada levianamente", quando a intervenção "não poderia ser realizada noutros moldes".

Maria Inês Cordeiro considerou que o texto continha “incorreções, nomeadamente por se referir a uma “transferência de fundos' quando está em causa a remodelação dos dez pisos da Torre de Depósitos".

Negando que a obra tenha sido pensada levianamente e afirmando compreender os utilizadores, Maria Inês Cordeiro assegurou a necessidade de “entender que este sacrifício de nove meses permitirá fazer um seguro de vida dos acervos para as próximas décadas".

Entre os subscritores da petição, encontram-se nomes como António Barreto, Maria Filomena Mónica, Nuno Gonçalo Monteiro e Joaquim Vieira.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



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