Carlos Cruz questiona o atraso na entrega do acórdão

por Sílvia Caneco, Publicado em 09 de Setembro de 2010   
O ex-apresentador de televisão não entende o "problema informático"
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Carlos Cruz parte do atraso na entrega do acórdão aos advogados dos arguidos, justificado pelo Tribunal com um "problema informático", para insistir na dúvida que ele e o seu advogado, José Sá Fernandes, frisaram após a leitura do acórdão - o advogado foi a ponto de questionar, durante a sessão no Tribunal, se a fundamentação estaria escrita: "Só posso estranhar que um acórdão que estava pronto no dia da sentença demore oito dias a resolver um problema informático." 
 O ex-apresentador de televisão continua a alegar não ter havido fundamentação para a sua condenação. "A fundamentação não pode ter nenhuma base sólida", defende Carlos Cruz, acrescentando que nunca foi investigado: "Nunca consultaram os meus computadores, nem os meus telemóveis". 
 E mantém a tese de que "a prova testemunhal não chega". "Carlos Silvino, supostamente ia levar todos os sábados 9 rapazes a Évora e chegamos ao fim destes oito anos e só eu é que ia a Elvas com os 9 rapazes."
Cruz mantém a convicção de que foi utilizado para "credibilizar o processo", um processo que diz ser "preconceituoso". "Se não validassem a acusação, era o descalabro deste processo."
Na entrevista à RTP, o ex-apresentador condenado a sete anos de prisão não quis revelar os outros nomes que diz estarem envolvidos no processo e continua a remeter essa revelação para o seu site, nos próximos dias. No entanto, recusa-se a fazer uma lista dos nomes envolvidos. "O processo estará lá e qualquer um poderá procurar esses nomes."
Carlos Cruz lançou ainda acusações a Teresa Costa Macedo, ex-secretária de Estado da Família. Segundo Cruz, ela é "a cereja no topo do bolo" neste processo. "A Teresa Costa Macedo entregou um papel à Felícia Cabrita [jornalista] com outros nomes mas só insistiram no meu."

 

 



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