A exibição da selecção nacional na Albânia foi, objectivamente, uma vergonha. Não vale a pena mascarar a realidade, dizer que o mundo está muito mais difícil hoje do que era há uns anos, lembrar que o objectivo foi cumprido. Foi, sim senhor: no último minuto, um bocado sem se saber como, visto que até então os caminhos da baliza albanesa tinham estado tapados. Um milagre, portanto.
O objectivo foi cumprido mas a jogar daquela forma Portugal não pode sequer sonhar com uma vitória na Dinamarca. E na Hungria, provavelmente, também não.
Não vale a pena entrar na guerrilha Scolari-Queiroz. Já não é disso que se trata. Trata-se apenas de lamentar vermos uma equipa arrastar-se daquela forma, tão parecida com a forma como se arrastou pelos jogos anteriores. Sem chama, sem garra, com o pretenso melhor jogador do Mundo a empatar a vida aos outros e valores de mais no banco. E com pouco, muito pouquinho valor dentro da área de decisão.
Portugal ainda pode ir ao Mundial. Se esta selecção se encontrar a tempo ou se até Setembro se encontrar uma nova selecção.
Desculpem, mas por mais difícil que seja hoje ganhar à Albânia (?), não queria ter visto os jogadores de Portugal festejarem como se se tivessem qualificado para a final de um Mundial. No sábado, o mínimo que se lhes pedia era que, mal soasse o apito final, corassem todos até à raiz dos cabelos e fugissem para o balneário. Dantes era assim, e Portugal andava longe de se achar tão bom como se acha hoje...




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