Judiciária apanha gangue que roubava narcotraficantes

por Augusto Freitas de Sousa , Publicado em 09 de Setembro de 2010   
O núcleo duro do bando reunia-se no Bairro Cova da Moura, na Amadora. Raptava e agredia
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A Unidade Nacional Contra-Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária (PJ) fez 26 buscas em vários locais dos arredores de Lisboa e deteve uma dezena de suspeitos de pertencerem a um gangue violento.

A investigação decorria há pouco mais de um ano e centrava-se num grupo organizado que se dedicava a roubar com extrema violência traficantes de droga. Apesar do núcleo duro estar sedeado no bairro da Cova da Moura, na Amadora, o gangue incluía criminosos de outros locais, que nem sempre eram os mesmos. Actuavam sobretudo na linha de Sintra, Amadora e Margem Sul e quase sempre os roubos envolviam agressões violentas, intimidação e, por vezes, actos de tortura.

A operação policial foi desencadeada por volta das sete da manhã de anteontem e incluiu 26 mandados de busca também nos arredores de Lisboa e Margem Sul. Algumas casas estavam referenciadas como residências dos suspeitos, mas as buscas incluíram outras moradas de pessoas que se relacionavam com os detidos. Na operação foram apreendidas várias armas, droga e dinheiro.

Na maioria dos casos, os suspeitos abordavam os traficantes de droga e combinavam uma transacção para uma determinada hora e local. No lugar combinado, roubavam a droga e o dinheiro ao traficante, recorrendo a violência e em alguns casos com ameaças de armas de fogo.

De rapto a roubo A ideia das "banhadas" a traficantes não é nova e houve casos que passaram impunes, até porque os queixosos são também eles criminosos e, por isso, menos disponíveis para colaborar com as autoridades. Todavia, o modus operandi alterou-se de alguma forma, conforme explicou ao i fonte judicial.

Anteriormente, os gangues raptavam os traficantes e esperavam um resgate. Agora optam, preferencialmente, por cometer os roubos nos locais combinados previamente onde se procederia o negócio de droga. É que os raptos, normalmente denunciados pela família, são investigados mais rapidamente pela PJ, uma vez que pode estar em causa a sobrevivência da vítima. Denúncias de roubos têm sempre uma investigação mais demorada, uma vez que geralmente não há vidas humanas em risco.


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