Teatro

É capaz de resistir à Blanche DuBois de Alexandra Lencastre?

por Diana Garrido e Vanda Marques, Publicado em 09 de Setembro de 2010   
Estreia hoje no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, a peça "Um Eléctrico Chamado Desejo", de Tennessee Williams. Com Alexandra Lencastre, Albano Jerónimo, Lúcia Moniz e Pedro Laginha. O encenador, Diogo Infante, pediu aos actores para não reverem a versão cinematográfica de Elia Kazan, com Vivian Leigh e Marlon Brando. A peça, cujo texto não era encenado em Portugal há mais de 20 anos, foi o pretexto ideal para Alexandra Lencastre regressar aos palcos, num cenário que - literalmente - gira em torno da sua personagem, Blanche Dubois
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Blanche DuBois Alexandra Lencastre.
Quem é? Uma mulher frágil, sofisticada, romântica, atormentada com o avanço da idade.
O que a move? O desejo de encontrar o amor e de deixar para trás escândalos passados.
Como acaba? Os segredos que esconde são descobertos e cai em desgraça.

Stanley Kowalski Albano Jerónimo.
Quem é? Operário rude, de instintos animalescos, bruto mas honesto, casado com Stella, irmã de Blanche.
O que o move? Descobrir os segredos da cunhada, de quem desconfia desde o primeiro momento. Ciúme.
Como acaba? Como começou: casado e rei da sua casa.

Stella Lúcia Moniz.
Quem é? Irmã de Blanche e mulher de Stanley, de quem está grávida. É sensível, educada e apaixonada pelo marido.
O que a move? A felicidade da irmã e o bem estar de todos enquanto família.
Como acaba? Angustiada, mãe de um bebé e casada com Stanley, que continua a amar.

Harold Mitchel (Mitch) Pedro Laginha.
Quem é? O amigo solteiro de Stanley, que ainda vive com a mãe, um romântico inveterado e ingénuo, certo das virtudes de Blanche, por quem se apaixona
O que o move? O amor por Blanche.
Como acaba? Solteiro, revoltado e ainda a viver com a mãe.

 

P&R

Pedro Laginha, actor

“Não tenho necessidade de fazer televisão, teatro, sim”

Como surgiu este papel? O Diogo convidou-me, há um ano. É a terceira vez que trabalhamos juntos e gosto muito de trabalhar com ele. E é um texto fantástico, o elenco atrai-me. Com o Albano já tinha trabalhado, mas com a Alexandra é primeira vez.

Como é trabalhar com o Diogo Infante? É fantástico, ele percebe como funciona o mecanismo do actor. Começámos a ensaiar a 20 de Julho.

Gosta mais de teatro ou de televisão? Gosto muito de teatro. Aqui, o que interessa são os personagens. Temos tempo para as aprofundar de uma forma que na televisão não conseguimos. Todos os dias são cenas diferentes. É um trabalho mais interessante. Não sinto necessidade de fazer televisão, teatro, sim.

Quando é que percebeu que queria ser actor? Comecei muito novo e por isso nunca dei muito valor. Os meus pais faziam teatro amador, eu ia  também. Fazíamos teatro religioso... O meu primeiro papel foi de menino Jesus. Mas queria ser arquitecto e várias outras coisas, só que aos 18 anos fiz um papel que gostei muito e a partir dai percebi. 

Estudou teatro? Sou autodidacta. Cheguei a concorrer ao conservatório, mas não entrei. Fiz as provas e fui de férias. Depois descobri que tinha havido uma segunda fase mas como não apareci, não entrei. Fiquei muito revoltado e pensei: “Ai, é? Vou vingar na mesma e dizer que nunca fiz nem precisei”. Tinha 19 ou 20 anos. Depois fui fazendo vários cursos e workshops. Fui sempre trabalhando.

 

“Um Eléctrico Chamado Desejo”
Quando: até 31 de Outubro, 21h30

Onde: T. N. D. Maria II, Lisboa

Preço: entre 16€ e 30€



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