Um responsável da justiça iraniana desmentiu as informações segundo as quais Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à lapidação num caso de adultério e assassínio, tenha sido recentemente chicoteada, informou hoje a agência Fars.
Vahid Kazemzadeh, um responsável da comissão dos direitos humanos – tutelada pelo chefe da autoridade judiciária -, indicou ter estado hoje com Ashtiani na prisão de Tabriz (noroeste do Irão), na presença de “membros do grupo de defesa dos direitos dos prisioneiros”, segundo a Fars.
De acordo com Kazemzadeh, citado pela Fars, ela negou “quaisquer maus tratos ou tortura” e “declarou-se surpreendida pela divulgação de informações” segundo as quais tinha “sido chicoteada após a publicação num jornal britânico de uma fotografia que não era” a sua.
O filho de Ashtiani, Sajjad, declarou por telefone durante uma conferência de imprensa a 06 de setembro em Paris ter tido conhecimento que a sua mãe tinha recebido 99 chicotadas após a publicação a 28 de agosto pelo diário britânico The Times de uma fotografia de uma mulher sem lenço que a representava. A fotografia era falsa e o jornal pediu desculpa.
Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, foi condenada em 2006 a 10 anos de prisão por ter participado no assassínio do seu marido com um dos seus amantes e à lapidação por adultério, segundo as autoridades iranianas.




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