O relatório da investigação de quatro meses ordenada pela BP à explosão numa conduta de petróleo na plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, diz que não houve um factor único na origem do incidente, atribuindo-o a uma sucessão de decisões de várias empresas e equipas.
Segundo o comunicado divulgado hoje online, o acidente que matou 11 pessoas a 20 de Abril é explicado por uma "sucessão complexa e interligada de falhas mecânicas, decisões humanas, engenharia, implementação operacional e canais de comunicação entre equipas." Além da BP, o comunicado refere a Transocean.
Segundo a BBC, este relatório foi preparado pelo director de segurança da BP, Mark Bly. Deverá apontar para um conjunto de falhas e erros como a justificação para o acidente que provocou a maior maré negra da história, e já custou cerca de 8 mil milhões de dólares à petrolífera, entre eles 399 milhões de dólares em indemnizações às populações afectadas pelo derrame.
A justiça norte-americana tem ainda em curso uma investigação criminal ao acidente que despejou no Golfo do México 4,9 milhões de barris de petróleo. Apenas 800 mil foram limpos.




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