Passos Coelho critica decisões do Governo para cortar na despesa pública

por Marta F. Reis com Agência Lusa , Publicado em 05 de Setembro de 2010   
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O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, criticou hoje as decisões do Governo para cortar na despesa pública, afirmando que é mais fácil acabar com escolas e serviços de urgência do que com institutos públicos.

“É mais fácil acabar com escolas e serviços de urgência do que institutos públicos”, criticou Passos Coelho na festa anual do partido em Oliveira do Hospital.

“Só com a RTP o Estado gasta 400 milhões de euros, mas não há dinheiro para os serviços públicos”, acrescentou.

Pedro Passos Coelho atacou o despesismo do Estado e apontou a sua redução como condição para aprovar o próximo Orçamento de Estado e criticou a tentativa de disfarçar os gastos.

“Já nem os carros do Estado, que antes tinham uma placa, estão identificados para disfarçar o despesismo”, afirmou Passos Coelho durante o discurso proferido na festa do PSD local.

“O Governo precisa de reduzir a despesa e não pense que nós temos que lhe servir de muleta”, reiterou.

No palco instalado nas margens do rio Alva, em Caldas de S. Paulo, o presidente do PSD abordou também a questão do desemprego, dizendo que o nível atual “só se viu durante um período do antigo regime”.

“É preciso recuar ao período do Estado Novo para encontrarmos o mesmo nível de desemprego no país, sendo que nessa altura as pessoas eram muito menos qualificadas”, afirmou Passos Coelho.

Segundo o líder do PSD, “os 600 mil desempregados que temos correspondem a 700 mil na realidade, porque os serviços não contabilizam aqueles que nos últimos quinze dias não procuraram trabalho”.

O líder do PSD esteve presente na festa anual do partido em Oliveira do Hospital, onde a situação interna é pouco pacífica já que os dois vereadores social democratas da Câmara Municipal estão de costas voltadas com a direção nacional e local e não estiveram presentes no evento.

Passos Coelho considerou, no entanto, que “a última eleição (interna) deu uma grande confiança ao partido” e defendeu que “é importante saber que estamos todos a remar para o mesmo lado”.

Apelando à união dos militantes, Passos Coelho disse que “a alma do partido é determinante para ultrapassar as diferenças”.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo ortográfico ***

 



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