O dissidente cubano Guillermo Fariñas, que esteve quatro meses em greve da fome reclamando a libertação dos presos políticos enfermos, foi operado de urgência para retirar cálculos da vesícula, informou a família.
Segundo disse a irmã Raisa Fariñas, em contacto telefónico a partir da cidade de Santa Clara, onde reside o dissidente e família, Guillermo foi operado porque tinha a vesícula cheia de cálculos, o que lhe provocava dores fortes e vómitos.
A operação decorreu na sexta feira no hospital Arnaldo Milián Castro, adiantou Raisa Fariñas, esclarecendo que o irmão já tinha tido outras crises depois da greve da fome, mas os médicos tinham optado por não o operar logo, porque ele tinha sido sujeito a um tratamento com anticoagulantes.
Guillermo Fariñas esteve em greve da fome desde 24 de fevereiro - depois da morte do opositor Orlando Zapata Tamayo – até 08 de junho, quando o Governo cubano assumiu o compromisso de libertar 52 dissidentes do grupo dos 75 condenados em 2003, fruto do diálogo aberto em maio com a hierarquia da igreja católica da ilha.
Até ao momento, foram já 28 os presos políticos libertados em Cuba e que viajaram para Espanha.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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