Política

Sócrates acusa PSD de alimentar instabilidade

Publicado em 04 de Setembro de 2010   
Rentrée em Matosinhos vai atacar "mau momento" do PSD
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Uma oposição irresponsável, instável e errante. O discurso de José Sócrates esta tarde em Matosinhos, no comício que marca a rentrée socialista, não será ainda o discurso de "o PS ou caos". Mas quase. Não apenas pela visão optimista dos socialistas sobre a evolução da economia, mas sobretudo pela convicção de que apenas o PS tem condições para garantir a estabilidade do país, numa altura em que o principal partido da oposição insiste em "erros", "perturbação" e "ameaças latentes de crise política".

"O PS vai ter de manter-se como referencial de estabilidade e é isso que espero dos discursos da rentrée não só no comício de Matosinhos mas também nas semanas seguintes", sintetizou o dirigente socialista Vitalino Canas, na antecipação à festa que o partido hoje organiza.

"O PS saberá aproveitar a perturbação do PSD nos últimos tempos: foi um partido que cometeu erros de avaliação nas propostas de revisão constitucional e falhou o tom nos discursos sobre o Orçamento do Estado", aponta Vitalino Canas, dando como exemplo "a surpreendente dramatização na Festa do Pontal" quanto a um eventual chumbo ao próximo orçamento. "O PSD lançou uma ameaça latente de crise política numa altura em que não havia sequer um timing de negociação para procurar um acordo", diz o dirigentes socialista, rotulando essa atitude de "um tiro no pé".

Apesar disso, Vitalino Canas considera improvável que Sócrates aproveite o discurso de hoje para dramatizar uma possível inviabilização do Orçamento. "O PS está bem ciente de que não tem maioria absoluta na Assembleia da República e tem a consciência de que é preciso o apoio das bancadas do PSD ou do CDS para essa viabilização", constata. Por isso, diz, a negociação deverá ocorrer num clima de "bom senso" em busca de "aproximação entre as propostas" que serão colocadas em cima da mesa. Adriano Nobre


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