Os talibã paquistaneses ameaçaram hoje atacar os EUA e a Europa, dois dias depois de Washington ter anunciado a colocação do grupo paquistanês Tehreek-e-Taliban numa lista negra de organizações terroristas internacionais.
“Em breve, atacaremos a América e a Europa, vingar-nos-emos dos ataques dos ‘drones’ [aviões não tripulados]”, declarou, por telefone, à France Press, um comandante do Tehreek-e-Taliban, Qari Hussain, que falou a partir de um local não identificado.
“[O presidente dos EUA, Barack] Obama e os seus aliados são os nossos inimigos, têm medo de nós. É-nos indiferente que nos tenham qualificado de grupo terrorista”, acrescentou este talibã, também conhecido por Ustad-e-Fidaeen, ou instrutor dos suicidas.
“Faremos mais ataques, no interior do Paquistão e do Afeganistão. Atacaremos os americanos e os seus aliados onde quer que estejam”, acrescentou.
“Os verdadeiros terroristas são Obama e os seus amigos. O Paquistão também é um aliado dos Estados Unidos e iremos atacar todos os responsáveis do governo paquistanês”, concluiu.
Os militares norte-americanos no Afeganistão recorrem com regularidade ao disparo de mísseis a partir de aviões não tripulados para atingirem os talibã e outros combatentes islamitas ligados à Al-Qaida, refugiados nas zonas tribais do Nordeste do Paquistão.
Para os EUA, esta região montanhosa, de difícil acesso e que escapa em muito à autoridade do governo paquistanês, é a zona mais perigosa do mundo.
Os EUA nunca confirmaram terem feito ataques com “drones” no Paquistão, mas as suas forças armadas e a CIA (serviços secretos) são as únicas organizações na região a disporem de tais aviões.
Desde agosto de 2008, mais de mil pessoas foram mortas em mais de 100 ataques com “drones”, entre as quais vários comandantes talibã.




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