Hugo Marçal, um dos sete arguidos no processo Casa Pia, disse hoje à chegada ao tribunal não ter expetativas depois de cinco ou seis anos a tentar provar a sua inocência.
"Não tenho expetativas, andei cinco ou seis anos a tentar provar a minha inocência", referiu aos jornalistas, antes de entrar para a sala onde será lida a sentença, no Campus da Justiça de Lisboa.
"Não faço pré sentenças, seria muito atrevido da minha parte", salientou.
Questinado sobre se poderiam ser tiradas lições deste processo, o advogado respondeu: "Não tenho dúvidas disso. A primeira é que não se pode prender pessoas arbitrariamente para vermos depois se são culpados".
Hugo Marçal referiu-se ainda ao livro que escreveu sobre este caso, dizendo que vai para as livrarias e será apresentado no dia 09.
O arguido criticou ainda a morosidade deste processo, declarando que "a celeridade foi absolutamente escamoteada".
O julgamento do processo de abusos sexuais na Casa Pia chega hoje ao fim com a leitura do acórdão final, quase seis anos depois de ter começado.
O coletivo de juízes presidido por Ana Peres, coadjuvada por Lopes Barata e Ester Santos, deverá proferir a decisão sobre a inocência ou culpa dos sete arguidos, acusados de crimes de abuso sexual, ato sexual com adolescente e lenocínio, entre outros.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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