A Estradas de Portugal (EP) informou hoje à Lusa que já procedeu à remoção da ponte militar sobre o rio Sorraia, em Coruche, e que, até final de outubro, deverá ter concluído os trabalhos de encerramento de um caminho alternativo que a autarquia local queria manter.
Em resposta a um pedido de esclarecimentos da Lusa, que noticiou hoje o descontentamento da autarquia pela desativação desta ponte e pelo encerramento deste caminho, a EP veio esclarecer, em comunicado, que estas duas situações se tratavam de infraestruturas "provisórias e alternativas" até que estivessem concluídos os trabalhos de conservação e reabilitação de cinco pontes metálicas na EN114, entre Coruche e Monte da Barca.
Segundo a EP, estes trabalhos de intervenção nos tabuleiros e na substituição dos pavimentos das pontes, que estão concluídos desde agosto do ano passado, obrigaram ao corte do tráfego neste troço da EN114.
Como alternativa, a EP instalou uma ponte militar, pedida à Escola Prática de Engenharia, e construiu um caminho alternativo na designada "Estrada das Meias". O objetivo, segundo a empresa, era criar uma via alternativa "para desvio do tráfego de veículos ligeiros, de transportes públicos, de emergência e viaturas municipais, dado que a alternativa por estradas existentes era bastante extensa".
"Após a reabertura ao tráfego das pontes, a Escola Prática de Engenharia desmontou a ponte militar e a EP iniciou os trabalhos de remoção do caminho provisório", acrescenta o comunicado da empresa, referindo ainda que estes trabalhos foram reiniciados a 18 de agosto deste ano e devem estar concluídos até finais de outubro.
Também em comunicado hoje divulgado, a Câmara Municipal de Coruche afirma que terá pedido, logo após o final das obras, a manutenção dos acessos instalados, argumentando com a "elevada importância" dos mesmos enquanto "alternativa viária na travessia do Vale do Sorraia e também pelo investimento público efetuado na [sua] construção".
A EP confirma que aceitou este pedido da autarquia coruchense, mas com a condição de que fosse feito um protocolo no qual a empresa transferia para a Câmara Municipal "todas as responsabilidades emergentes da manutenção do caminho", em especial a negociação com os proprietários dos terrenos ocupados pelo caminho.
A empresa afirma que esta proposta não foi aceite e que, mais tarde, foi notificada pela Administração da Região Hidrográfica do Tejo para remover o caminho, porque um dos proprietários tinha colocado uma ação em tribunal contra a EP, onde reclamava uma indemnização e a destruição do caminho, que passava em terrenos agrícolas junto ao rio Sorraia.
A Câmara de Coruche diz também, no seu comunicado, que tentou negociar com os proprietários destes terrenos para que se mantivesse este caminho, mas que estes não aceitaram a proposta.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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