O Banco Central da Alemanha indicou hoje que vai pedir a exoneração de Thilo Sarrazin, membro do conselho do banco, após as suas polémicas afirmações consideradas racistas, num livro que publicou.
O conselho do Bundesbank afirmou hoje em comunicado que chegou a um consenso para pedir ao presidente alemão, Christian Wulff, que exonere o polémico membro do banco.
A chanceler alemã já havia afirmado publicamente que gostaria de ver Thilo Sarrazin exonerado, tendo o governador do Banco Central da Alemanha, Axel Weber, considerado as afirmações do ex-politico social-democrata “prejudiciais” para a imagem do banco.
Sarrazin levantou um coro de protestos com o seu novo livro "Germany Does Itself In", no qual alega que os imigrantes muçulmanos vão prejudicar o país a longo prazo.
O banqueiro fala ainda sobre um “gene judeu” específico, o que foi repudiado veementemente pela chanceler Angela Merkel, que considerou os seus comentários “completamente inaceitáveis”.
Sarrazin só pode ser afastado pelo presidente alemão com a concordância da direção do banco.
Thilo Sarrazin foi ministro da Economia quando Berlim ainda era uma cidade-Estado e atualmente faz parte da direção do Bundesbank.
O dirigente já havia afirmado no ano passado que considerava 20 por cento da população da capital alemã como “economicamente dispensável”, numa alusão à vasta comunidade turca residente em Berlim, e, no seu mais recente livro, onde expõe as suas ideias, defende que, se a Alemanha impusesse critérios mais restritivos para a imigração, 90 por cento dos estrangeiros nunca teriam entrado no país.
O ainda membro do Bundesbank arrisca-se ainda a ser expulso do seu próprio partido, o SPD, que abriu um processo tendo em vista esse objetivo.
Quando a polémica estalou e muitos pediram a sua ‘cabeça’ no banco, Thilo Sarrazin reagiu afirmando que conhece os seus direitos e que tem direito à sua opinião.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico ***




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