A Comissão Europeia aprovou hoje uma ajuda financeira de 2,4 milhões de euros para 839 trabalhadores despedidos da fábrica da Qimonda de Vila do Conde, atribuída ao abrigo do Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização.
Respondendo assim favoravelmente à candidatura apresentada no ano passado pelo Governo português, o executivo comunitário indicou que irá agora apresentar uma proposta ao Parlamento Europeu e ao Conselho com vista à mobilização da subvenção de 2 405 671 euros, que visa ajudar os 839 ex-trabalhadores da Qimonda portuguesa a encontrar novos empregos.
“A decisão hoje tomada ajudará os ex-trabalhadores da Qimonda a encontrar novos empregos, através de formação e apoios destinados a dotá-los de novas competências. Estou confiante que as medidas planeadas facilitarão a transição para um novo emprego”, afirmou hoje o comissário europeu do Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão, László Andor.
De acordo com a Comissão, o pacote de assistência do Fundo Europeu para a Globalização destinado aos ex-trabalhadores da Quimonda Portugal incluirá medidas como reconhecimento de competências, formação profissional, formação e apoios com vista à criação de empresas, ajudas à auto-colocação e incentivos ao recrutamento e prática profissional adquirida no local de trabalho.
O custo total estimado deste pacote ascende aos 3,7 milhões de euros, dos quais 2,4 milhões foram solicitados por Portugal ao Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização.
Do fundo beneficiarão 839 dos 914 trabalhadores despedidos por ocasião do pedido de falência apresentado pela Quimonda Portugal em resultado da paragem total da produção na fábrica “mãe” alemã, fornecedora de matérias-primas à unidade portuguesa, e após o insucesso em obter acordo com investidores potenciais que continuassem a produção em Portugal..
Bruxelas considera que a falência da multinacional alemã Quimonda AG ficou a dever-se à crise financeira, com a consequente contração da economia mundial, tendo o encerramento da fábrica portuguesa acrescentado quase um milhar de trabalhadores aos candidatos a emprego na região Norte, “já afetada por taxas de desemprego superiores à do conjunto do país”.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.




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