Um advogado da sociedade PLMJ foi constituído arguido e elementos da Polícia Judiciária e do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP) fizeram esta tarde buscas no escritório, no âmbito de investigações à anterior administração do Banco Privado Português (BPP). Também foram promovidas buscas à sede do BPP.
Em comunicado, a Procuradoria-Geral da República confirmou "as novas diligências" e explicou que foram adoptadas, "com urgência, as medidas consideradas, nesta fase, adequadas e proporcionais a garantir a integridade patrimonial e a prevenir potenciais dissipações de património pelos presumíveis autores dos ilícitos criminais em investigação".
Em comunicado, a PLMJ considera "absolutamente intolerável" a constituição do advogado - que não é identificado - como arguido, sustentando que se tratou de um expediente "puramente instrumental". Isto porque "a apreensão de correspondência em escritórios de advogados só é possível com a prévia constituição de um advogado como arguido".
A sociedade afirma que em causa está "um assunto específico de um cliente" e que as diligências não visam directamente o advogado em causa. De acordo com Pedro Melo, porta-voz da sociedade, as buscas prolongaram-se durante cerca de seis horas e meia.
As buscas foram presididas por magistrados do tribunald e Instrução Criminal de Lisboa e participou também a Divisão de Investigação da Fraude e de Acções Especiais do Ministério das Finanças e a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ.




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