O presidente do Instituto do Desporto (IDP), Luís Sardinha - que depende do secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias - liderou o processo de suspensão de Carlos Queiroz, depois de Luís Horta, presidente da Autoridade Antidopagem de Portugal (Adop) ter-se considerado impedido por ter sido o visado pelas palavras do seleccionador. A informação é hoje avançada pelo jornal Público, citando o acórdão assinado pelo lídero do IDP, que conduziu o processo na sequência da falta de um director executivo.
Além da participação de Luís Sardinha, o acórdão critica duramente o Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) por ter ilibado o técnico pela alegada perturbação do controlo anti-doping durante o estágio da selecção nacional. "[O CD] não enquadrou correctamente o comportamento do seleccionador nacional Carlos Queiroz e, igualmente, não apreciou devidamente a prova produzida", refere o documento citado pelo Público.
Do relatório constam ainda as razões que levaram a que Queiroz não fosse suspenso por dois anos, a pena mínina nestes casos: a Adop esclarece que as cinco atenuantes estão relacionadas com o facto do controlo se ter realizado, com a ausência de uma punição a Queiroz por violação de procedimentos e com o facto de o técnico ter prestado serviços relevantes para o futebol nacional, bem como pelo currículo com "diversas condecorações".




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