TAP quer cortar 150 milhões nos custos e diz que falência técnica "vai piorar sempre"

Publicado em 02 de Setembro de 2010   
Fernando Pinto já não se compromete com o objectivo de fechar 2010 com resultado líquido positivo
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O líder da TAP, Fernando Pinto, não se compromete com a previsão inicial da companhia aérea de fechar o corrente ano com lucros. "Cumprir compromissos nem sempre é possível", referiu em entrevista ontem à noite ao Económico TV, lembrando as "variáveis como o preço do combustível e os câmbios", para justificar a mudança de postura face às metas assumidas. Porém, lembrou o mesmo Fernando Pinto, "as variações cambiais não são catastróficas" nas contas da TAP e a companhia tem contratos de protecção para "70% do combustível" que consumirá até Dezembro.

Sobre as previsões conhecidas esta semana da Parpública, que apontam para uma deterioração dos resultados da transportadora, independentemente da sazonalidade deste negócio do transporte aéreo, Fernando Pinto não fez qualquer comentário. O CEO da TAP preferiu salientar o crescimento acumulado de 14% no total de passageiros/quilómetro da companhia, que, pelas contas de Fernando Pinto, "compara com a média de crescimento de 1% na Europa".

"Capitais próprios vão piorar sempre" Sobre os prejuízos no primeiro semestre, de 79 milhões de euros, Pinto sublinhou que "não são graves", puxando pelo plano de redução de custos em marcha na companhia. "Queremos reduzir 150 milhões de euros nos custos nos próximos três anos" - totalizam 1,66 mil milhões de euros -, salientou, garantindo que tal não irá ser feito através da redução de pessoal. "Mais eficiência, apenas isso."

Já sobre a imparável evolução dos capitais próprios negativos, Pinto salientou que estes "vão piorar sempre", e que o Estado já deveria ter encontrado uma forma de injectar capital na empresa aérea. "Mas o Estado não pode." O CEO da TAP salientou que a companhia "precisa de uma entrada de capital" e que o "governo tem dado sinais de que está preocupado" com este dossiê. Garante mesmo que caso a empresa já tivesse recebido uma injecção de capital "até já teria pago dividendos ao Estado".

Fernando Pinto ainda apontou, e para o ramo de Manutenção da empresa no Brasil, que a entrada no mercado norte-americano "é essencial" para rentabilizar este investimento feito pela TAP.

 



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