O líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, considerou hoje que o partido “não deve dizer mais nada” sobre o Orçamento do Estado para 2011, considerando que “a bola está do lado do Governo”.
Questionado em Paços de Ferreira pela Lusa, Miguel Macedo recusou comentar as declarações do secretário geral do partido, Miguel Relvas, a propósito de alterações nos escalões do IRS.
Para o líder parlamentar social democrata, “não chegou ainda a altura de se discutir a questão do orçamento”, acrescentando que Pedro Passos Coelho, no Pontal, “deixou expressas as condições gerais para que o partido possa viabilizar o Orçamento de Estado”.
Na Universidade de Verão que decorreu no fim de semana em Castelo de Vide, Miguel Relvas, questionado sobre se o PSD poderá aceitar que se mexa nas deduções dos escalões mais altos, afirmou que os “sacrifícios têm que começar por aqueles que têm mais condições”.
“O grande problema não é o Governo querer mexer nos escalões mais altos, o grande problema e que para o PSD é inaceitável é o executivo querer mexer a partir do terceiro escalão”, defendeu Miguel Relvas.
Confrontado com estas afirmações, Miguel Macedo insistiu que não se quer pronunciar nesta fase sobre o assunto.
“Eu considero que não se deve dizer mais nada sobre essa matéria. O Governo sabe quais são as condições para o PSD viabilizar o orçamento. Vamos aguardar que o Governo apresente as suas propostas. Agora a bola está do lado do Governo”, reafirmou à Lusa.
Ainda sobre esta questão, o líder parlamentar do PSD disse que “os portugueses sabem que podem contar sempre com o sentido de responsabilidade”, acrescentando que hoje aquele partido “é para muitos portugueses sob ponto de vista político o único fator de esperança para uma nova política e um novo rumo para Portugal”.
Miguel Macedo falava à margem da visita que realizou, conjuntamente com outros deputados do PSD e o vice-presidente do partido, Marco António Costa, à feira de mobiliário que está a decorrer em Paços de Ferreira – Capital do Móvel.
Sobre este setor da indústria que predomina em Paços de Ferreira, o deputado afirmou que “o Governo precisa de ter políticas mais ativas a favor das empresas, ajudando-as à internacionalização, como vários empresários deste setor têm feito, às vezes sozinhos”.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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