O ministro do Interior de Moçambique, José Pacheco, considerou hoje “vandalismo” os protestos contra o aumento de preços, que estão a ser caracterizados por saques aos estabelecimentos comerciais, afirmando tratar-se de atos “ilegais”.
“Estamos perante atos de vandalismo a incidir sobre cidadãos honestos e trabalhadores que veem os seus bens pessoas a serem danificados ou pilhados por malfeitores”, disse José Pacheco à Rádio Moçambique.
Desde as primeiras horas de hoje, as cidades de Maputo e Matola estão debaixo de protestos populares contra o aumento de preços, ações que já causaram pelo menos seis mortos e várias dezenas de feridos, segundo fontes hospitalares moçambicanas.
José Pacheco considerou essas ações como “atos de desacatos à ordem pública com capa de manifestação, os quais são lamentáveis e condenáveis, por serem, por um lado, ilegais e pelo seu carater violento”.
“O Governo tem mecanismos de diálogo permanente com a sociedade civil”, nomeadamente através da presidência aberta, levada a cabo pelo chefe de Estado, Armando Guebuza.
“Apelamos à calma e serenidade de todos. Apelamos à colaboração de todos, respeito e apoio da PRM”, disse o ministro do Interior moçambicano.
Questionado pelos jornalistas, o ministro disse que “agora” a situação está controlada pela polícia.
A Lusa questionou a Presidência da República sobre os protestos, mas foi dito que para já não há comentários.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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