O banco central alemão admite vir a expulsar um dos seus diretores, Thilo Sarrazin, devido a um escândalo que pode atingir o presidente do Bundesbank Axel Weber, segundo a imprensa alemã.
Sarrazin levantou um coro de protestos com o seu novo livro "Germany Does Itself In", no qual alega que os imigrantes muçulmanos vão prejudicar o país, a longo prazo.
O banqueiro fala ainda sobre um “gene judeu” específico o que foi repudiado veementemente pela chanceler Angela Merkel, que considerou os seus comentários “completamente inaceitáveis”.
Sarrazin só pode ser afastado pelo presidente alemão com a concordância da direção do banco.
“O Bundesbank quer tomar uma decisão o mais rapidamente possível devido à controvérsia”, afirma hoje o jornal económico Handelsblatt.
A polémica pode afetar a possibilidade de Weber se tornar o próximo presidente do Banco Central Europeu (BCE) quando o presidente Jean-Claude Trichet abandonar o cargo em outubro de 2011, referem a imprensa e alguns analistas.
Mas se decidir despedir Sarrazin, o Bundesbank, que se orgulha da sua independência, pode vir a ser criticado por ceder à pressão política e restringir a liberdade de expressão.
***Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico***




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