Cirurgia eficaz na prevenção do cancro da mama

Publicado em 01 de Outubro de 2010   
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A cirurgia preventiva é eficaz em mulheres com predisposição genética para cancro da mama ou ovários, conclui uma pesquisa feita na Faculdade de Medicina de Filadélfia, publicada no Journal of the American Medical Association. 

O estudo sublinha os benefícios de fazer testes genéticos a mulheres com historial familiar de cancro. “É o primeiro estudo a provar que as mulheres vivem mais tempo com esta cirurgia de prevenção e mostra a importância dos testes genéticos se houver casos familiares recentes de cancro da mama ou ovário”, escreveu Virginia Kaklamani, da Universidade de Chicago, num comunicado sobre o estudo.

Susan Domchek foi uma das investigadoras do estudo. Foram comparadas percentagens de cancro e morte em 2482 mulheres, entre casos que tomaram a decisão de remover cirurgicamente o peito, os ovários e as trompas de Falópio e outras que não o fizeram. Nenhuma das mulheres que optaram por fazer uma mastectomia (remoção da mama) desenvolveu cancro da mama nos três anos seguintes, contra 7% das que não o fizeram e foi-lhes diagnosticada a doença. Os resultados nas mulheres que removeram os ovários e trompas de Falópio foram semelhantes. “Os resultados conformam que a mastectomia está associada a uma redução significativa do risco de cancro da mama”, conclui Domchek.

Kaklamani diz que é possível salvar 20% das mulheres que tenham mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 e alerta para que os ginecologistas e as próprias mulheres saibam da existência dos testes genéticos.
Sandhya Pruthi, uma especialista em cancro da mama da clínica Mayo, no Minnesota, afirma que o estudo prova que a cirurgia pode salvar vidas mas que a escolha não é fácil e que a mulher tem de ter noção dos riscos psicológicos que envolve a remoção do peito, assim como mulheres jovens que removam os ovários devem estar preparadas para menopausas precoces. “Não é uma decisão feita numa única visita”, diz Pruthi.



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